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terça-feira, 1 de junho de 2021

DEPRESSÃO E ANSIEDADE



Tema de difícil discussão, até porque paira um certo preconceito em torno disso.

Só há 2 ou 3 anos resolvi atacar o problema de frente. Tinha resistência, pois com mãe doente dos mesmos males, sempre medicada e nunca apresentando melhoras significativas, não queria me submeter a tratamentos químicos, até que cheguei a um ponto  em que me rendi.

Melhorei bastante, pois hoje os medicamentos são mais eficazes que há 50 ou 60 anos quando minha mãe sofria o auge da doença.

Conheço meu organismo relativamente bem e sei que estou novamente num processo de distúrbio mental, começando a me perturbar. Tenho mais medo de mais coisas, fico ansiosa com fatos que os outros (normais) tiram de letra , mas agora o problema de resistência é outro. Não quero pensar em aumentar as doses dos remédios. Vou dar um tempo até a pandemia acalmar a ver se acalmo também. 

Usando a expressão de uma amiga gaucha : Arre Égua! vou tolerando, tolerando.....


sábado, 29 de maio de 2021

A ETERNA SINA DE LIMPAR.....




Não vivo bem no caos. Tenho gosto em manter o lugar onde moro relativamente em ordem. Só que ultimamente manter a ordem tem se tornado um fardo. Por onde ando vejo alguma sujeirinha e aí tenho a opção de deixar pra lá ou limpar. Os ciscos aparecem de um minuto para outro. Os pêlos das minhas cachorras enchem uma pá a cada vez que varro a casa. (o que faço a cada 2 dias). 

A vida é um constante limpar, limpar, limpar.  Tento simplificar as coisas ao máximo. Não sou acumuladora,  só guardo o que pode me ser útil. A cada vez que faço mudança chamo o caminhão da Casa do Caminho e levam uma porção de coisas. Hoje tenho poucos móveis. Só o mínimo necessário. Mesmo assim,sempre tenho coisas pra guardar, arrumar, limpar....

Por isso digo que a mulher tem uma sina que é só dela. Quando o homem limpa é por profissão, a troco de dinheiro. E não há um só homem que não tenha alguma mulher por trás dele, limpando sua sujeira.

É uma sina particularmente feminina. Limpar esse mundo imundo!



sábado, 1 de maio de 2021

observando.....




Agora vivo num eterno observar: dentro e fora de mim. E por estar na idade avançada que me foi permitida, tenho insights o tempo todo do que já vivi.

E nos sonhos norturnos, porque já não sonho acordada, vivo vidas totalmente estranhas à que vivo agora. Pergunto-me se por acaso serão vidas que ainda percorrerei ou as que já vivi e não as posso recordar...

O que mais me emociona é o mistério do que ainda não sei e não saberei enquanto viver. Também não sei se saberei depois que morrer. Medo não tenho do desconhecido pois sempre fui curiosa e continuarei sendo...O que me deixa triste é saber que terei que me despedir dos meus filhos. Das minhas cachorras se sobreviverem à minha morte. Dos amigos o sentimento é diferente, é mais localizado aqui mesmo nesta vida. Arranjarei outros por aí....

Tenho sentimentos conflitantes ou melhor, ambíguos, pelo ser humano. Só isso.

domingo, 11 de abril de 2021

atração fatal






Quando era jovem tinha o costume de vez ou outra  consultar uma cartomante. Se o fazia era porque nem tudo estava cor de rosa em matéria de amores. Você já viu alguém consultar uma cartomante quando está feliz da vida, sem algum contratempo maior  que comprometa seus dias?

Talvez pela mesma razão o escritor só se move entre teclados de computadores ou celulares se alguma coisa lhe perturba o espírito. Você já viu algum escritor ter motivação suficiente para escrever um texto enquanto vive um período de paz e relativa felicidade? Eu não conheço um. Se alguém souber de alguém é só deixar um recado no meu blog.

De forma semelhante, a imprensa só dá notícia ruim ou sensacionalista. Ninguém se interessa em saber se está indo tudo bem com as pessoas, e às vezes, quando acontece de reportarem um caso de paz e relativa felicidade em relação a alguém é sempre para arrematar uma história antes muito infeliz ou trágica.

Esta é a natureza dos seres humanos. Atração fatal pelo mal......


quinta-feira, 11 de março de 2021

MUDANÇAS (um assunto conflitante)


                                


Algumas inseguranças a gente vai se dando conta e resolvendo durante a vida. Outras ficam tão soterradas, como certas ruínas e nem que a gente queira se livrar delas não sabe por onde começar pois nem sabe se existem...

Pois bem, só ontem é que me dei conta, ou como dizem, caiu a ficha, sobre uma questão que de tão bem enterrada aparecia em meus sonhos de maneira muito sutil, a ponto de eu não identificar o que era.

Estou de mudança pela enésima vez, só que agora muito ajudada pelo filho mais novo, já que sofri um tombo grave e ando sem poder descer e subir escadas. Aqui no prédio há 24 degraus para encarar e está difícil.

Notei que fico meio ansiosa até a mudança que será em breve e meu filho me pede mais paciência pois cada coisa tem seu ritmo e a burocracia é imensa no Brasil, como sabemos. 

Desde os 8 anos de idade eu fui atormentada com esquemas de mudança de casa.

1) minha mãe pedia às filhas que rezassem para mudarmos logo da casa de minha avó. Eu ficava em conflito, pois adorava minha avó e minha tia. Tinha entre 6 e 8 anos na época.

2) conseguimos ir para um sobrado e lá ficamos por muitos anos, até que meus pais acharam que estava na hora de fazer alguma reforma na casa. Resultado: meu pai alugou uma kitttinete em São Vicente, onde havia só um quartinho. Ele ficava no sobrado e dormia lá. Minha mãe e irmã (ainda não tinha a 2a. irmã) dormiam num quarto minúsculo. Eu dormia no terraço da kittnete onde peguei uma gripe muito forte, rubéola e caxumba (3 vezes). Percebi que o climão era visível entre meus pais e quando voltamos para o sobrado a coisa ficou trágica. Ele já havia arrumado uma amante bem fuleira e minha mãe que já tinha depressão, tentou o suicídio. Eu a salvei em meio a uma plantação de milho perto de casa. Estava desmaiada e eu com 19 anos fui quem a levou de taxi para o pronto socorro. 

3) Meus pais se mudaram para um apartamento em outro bairro e eu a essa altura já estava trabalhando fora. Minha mãe tentou novamente o suicídio e desta vez quem a salvou foi minha tia paterna. Eu fui dirigindo no meu fusca à noite para vê-la, desci a serra com os joelhos batendo um no outro, por nervoso, e ao chegar ao hospital falei uma frase da qual não me arrependo até hoje:" Mãe, na próxima vez veja se faz bem feito."  Estava no último grau de estresse.

4) Morei num pensionato para professoras cuja pensionista nos fornecia "refeições": todos os dias, arroz feijão e bife frito no óleo e na água para amolecer. O molho era feito com tomates que (fui informada) ela pegava no chão da feira.

4) Mudei-me para uma uma sala de escritório no ABC que eu e uma amiga adaptamos para moradia. Tinha um quarto/sala.um mini banheiro e só. Sem cozinha. Comecei a comer sanduíche de bacon com ovos numa lanchonete, o que acabou com meu fígado.

5) Nessa ocasião conheci meu atual ex-marido e me casei 6 meses depois. Fiquei casada por 9 anos, Na separação perdi tudo (casei com separação de bens) e depois disso morei em mais 8 apartamentos. Por vários motivos eu tinha que me mudar, nem vou enumerar aqui.

Hoje aos 75 anos vou fazer a que, espero, seja minha última mudança na Terra. Sofri um tombo feio e não posso mais subir e descer as escadas do apartamento onde moro.

Vou para o 16. andar e espero, se tudo der certo, acabar meus dias lá e se me for permitido ir para o alto, já estarei mais pertinho do céu.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

o conforto de uns lençóis trocados




Só quem já fez uma cirurgia ou esteve internado num hospital sabe o conforto que se sente quando a enfermeira troca os lençóis da nossa cama.

Estou "de molho " há quase um mês por causa de um tombo grave e só há poucos dias começo a andar e fazer pequenas tarefas dentro de casa.

Hoje ao trocar os lençóis da cama senti um conforto grande que me lembrou os tempos de convalescença nos hospitais por onde passei. O cheiro de lençóis limpos lembra gratidão.

Dei graças por estar em casa. E pedi a Deus que abençoe a amiga que costurou os confortáveis lençóis de algodão da foto e a todas as pessoas que levam conforto ao próximo.

domingo, 24 de janeiro de 2021

SONHO 24/1/2021






Forçando a barra um pouco (sofri uma queda feia e ainda estou em recuperação) ensaio alguns voos até meu PC para contar-lhes sobre um sonho, Minhas mais fortes experiências agora são frutos de sonhos, já que a vida social está quase zerada.

Lembro-me que participava de uma ordem de fundo místico onde havia regras muito rígidas a serem cumpridas pelo grupo, que participava das reuniões semanais. Era algo que flutuava entre uma seita religiosa e um grupo de estudos da mente, meio puxado ao esquema luterano ou calvinista, com disciplina sempre observada pelos membros~chefes.Todos nós éramos bem tratados, com privilégios como ótimas refeições de grupo e alojamentos individuais muito confortáveis. Assim iam conquistando uma frequência fiel de homens e mulheres.

Percebi que andava insatisfeita com minha submissão a algo que não fazia minha cabeça. (não costumo me submeter  nem  àquilo que me agrada). Sendo assim contei a uma das supervisoras que estava deixando o grupo.

Imediatamente tudo mudou no ambiente. Apareceu uma porta de saída vigiada por dois guardas e foi impedida minha entrada em meu alojamento por mais de 5 minutos,  tempo de passar a mão em algumas roupas e cair fora.Passei pela sala de refeições e havia uma tela que me separava de uma mesa farta de comidas, lanches e doces apetitosos. Tentei conversar com as pessoas do grupo mas já senti grande indiferença à minha pessoa.

Naquele exato momento percebi que em qualquer situação em que eu me colocasse no futuro para aprender algo que fosse ministrado em alguma associação, fraternidade ou sociedade secreta só me traria desilusões. Minha intuição gritava em minha alma para praticar sempre o esforço individual. Fora isso não haveria salvação!!