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segunda-feira, 11 de abril de 2016

SONHO, PERDÃO E LEMBRANÇA...

(imagem da internet)


Sonhei com quem um dia levantou falso testemunho contra mim, prejudicando-me fortemente, numa época em que eu mal tinha forças para me defender.

O mais estranho e inexplicável é que no sonho essa pessoa estava muito amável comigo e eu nem me lembrava mais do mal que ela me fez, a ponto de termos uma conversa amigável. 


Será que entre vivos existe algum processo espiritual que funciona a ponto de fazer com que o meu espírito já tenha perdoado essa pessoa? Porque se alguém me perguntar se isso aconteceu a nível consciente, afirmo que não só não perdoei como nunca pretendo. Essa coisa de perdão é muito esquisita. Seria falso eu dizer que perdoo. Porque quem perdoa é Deus, então não cabe a mim essa tarefa. Uma certeza eu tenho: nunca vou esquecer o fato. A não ser que tenha o Mal de Alzheimer. Aí já é outra história....

segunda-feira, 21 de março de 2016

a cestinha de pão e o conto zen

Ontem olhei mais uma vez para minha cesta de pão, de madeira, feita à mão com serrinha manual,  por meu falecido avô paterno, a qual venho usando desde o falecimento de minha tia (filha de meu avô). Acontece que estava frágil, os encaixes precisando de um reforço e eu achando que dava pra usar mais um pouco. Até que me lembrei do conto zen (abaixo) e decidi picá-la em pedaços e jogar no lixo reciclável. Fiz isso porque a caixinha de pão virou um problema. (tinha 72 anos)


Conto Zen: Apego

04/03/2011 por Aoi Kuwan
Um dia morreu o guardião de um mosteiro Zen. Para decidir quem seria a nova sentinela, o mestre convocou os discípulos e disse:
– O primeiro que conseguir resolver o problema que eu vou apresentar assumirá o posto.
Então, numa mesa que estava no centro da sala, colocou um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza. E disse apenas:
 – Aqui está o problema!
Todos ficaram a olhar para a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? De repente, um dos discípulos saca da espada, olha para o mestre, dirige-se para o centro da sala e… Zazzz! Com um só golpe destruiu tudo.
– Você é o novo guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.
Autor Desconhecido

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Injúria


Significado de Injúria

s.f. Ação ou efeito de injuriar.
Jurídico. Ação ou dito ofensivo; em que há insulto, ofensa que prejudica a dignidade de alguém: dano por injúria. 
Ação de violar o direito de outra pessoa; injustiça.
Ação ou efeito de estragar ou danificar; dano.
Medicina. Traumatismo causado por um fator (agente ou pressão) externo.
(Etm. do latim: injuria.ae)

Quando era criança, até os 8 anos de idade morei num certo endereço em uma cidade e tinha vizinhos simpáticos, de quem me lembro vagamente. Havia duas irmãs que eram nossas vizinhas (na época eu tinha uma irmã mais nova que eu 2 1/2 anos) e costumávamos brincar muito.. Uma delas, a mais nova, era da minha idade e tinha um jeito meio estranho de se comportar. Parece que não aceitava o fato de ser mulher. Quando ficou mocinha escondia os mamilos sob a camiseta, colocando um pedaço de papelão para achatar o peito. E nós (eu e minha irmã) loucas para ter seios maiores, que naquela época ainda eram como os de um menino. 

O tempo passou, mudamos de casa, e só fui rever as duas irmãs 50 a 55 anos mais tarde. Cada uma com sua vida estabilizada, uma viúva e outra casada, as duas com netos.

O que me leva a essa apresentação toda foi uma frase desferida pela irmã mais nova, quando visitei as duas juntamente com minha tia (hoje falecida). Sem mais nem menos ela disse: "sua mãe era tão fresquinha, não? sempre toda arrumada, não sei pra que isso". Eu fiquei tão perplexa que não consegui abrir a boca e falar alguma coisa. Poderia ter dito que a mãe dela não era "fresquinha", pelo contrário, era bem masculinizada, e que no Carnaval costumava se vestir de homem e sair na rua no bloco dos sujos (como eram chamados os blocos de rua da época). Mas não sei se fiquei num estado de choque, não consegui proferir uma palavra. Logo pedi à minha tia que fôssemos embora, pois comecei a sentir uma opressão no peito.

Está acontecendo uma coisa que eu não queria: a cena me vem à mente várias vezes, quase todas as semanas. Lembrando disso  é como se eu tivesse ficado em débito com minha mãe. Precisava ter falado algo e não falei. Mas isso me dói. Estou devendo um ajuste de contas com essa pessoa cruel. Não posso deixar que isso perturbe a minha paz. Sei que não é um sentimento nobre, mas chega de repente a lembrança dela dizendo a frase que disse aquele dia e isso dói.

Sei que estou devendo algo à minha mãe. Não é justo que fique assim. 

Peço uma chance de ajustar as coisas. Não quero esse espinho no coração toda a vez que me lembro do insulto recebido sem merecer. Minha mãe não merece ser insultada depois de morta. 

Mamãe, te devo essa!!!


domingo, 31 de janeiro de 2016

VOU VIVENDO...

Resultado de imagem para misterio da vida apos a morte




Escritor, no meu entender, é todo aquele que cria uma história. A pessoa já nasce com o dom. Se eu quisesse ser uma escritora (e bem que gostaria) teria que ter o dom. Mas não consigo criar histórias. Porque não me desligo da realidade. Acho a realidade rica demais em conteúdos que já propiciam a escrita. Então devo ter talento para escrevinhadora. Porque não sei ficar sem escrever o que sinto, quando o que sinto vai um pouco além do "arroz e feijão" da vida.

Ultimamente tenho tido insights fortes que me intrigam. Quando ouço alguém dizendo que ao morrermos tudo acaba completamente, puff!...acho instigante. Não sei se nunca passaram por uma experiência "fora da mente" ou como queiram chamar quando, do nada, experimentamos um estado alterado de consciência, sem termos tomado LSD ou qualquer outra substância que o valha.

Já tive a experiência por 2 ou 3 vezes, minha mãe também (e me contou perplexa, mas serena) e até pelo que sabemos de relatos de pessoas, não sei se dá para enxergar que tudo "c'est fini" depois que fechamos os olhos. A mim parece que não faz diferença desaparecer de vez, às vezes até desejo isso, Mas há uma força oculta a me propelir para a vida e isso complica um pouco o desapego.

O mistério é tão grande que ninguém, até hoje, me convenceu de nada definido. Sempre fica uma sombra de dúvida.

Vou vivendo...

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

ESCRAVIDÃO DOS NOSSOS TEMPOS



(imagem da internet)


Gosto de algumas coisas muito, de outras pouco e detesto muitas outras. Das coisas que gosto não posso dizer que sou controlada por elas, pois a qualquer momento, outra atividade toma lugar do que falhou. O que não gosto é de me submeter como escrava a alguma atividade ou mesmo ficar viciada em algo. Até o cigarro, larguei no momento mais difícil da vida e nunca mais voltei a fumar, isso há 36 anos. Fumava um maço por dia e gostava de fumar. Digo isso para contar o que me aconteceu ontem e que me deixou em puro desgaste emocional. Não achei que seria tão afetada por simples contrariedade. 

Bem, andei mexendo onde não devia no meu notebook e de repente eis que perdi minha conta no bendito (às vezes maldito) Google. Fiquei sem saber o que fazer. Criar outra conta e avisar a todos os meus contatos que meu email seria outro? Não, isso é que não. O fato de ter esquecido minha senha provocou esse reboliço que me estragou a manhã, como se uma nuvem negra tive pousado na sala. Meu humor foi a zero, houve um transtorno no meu estado de ânimo a ponto de eu não pensar em outra coisa, a não ser resolver o problema imediatamente. Só que para isso precisaria lembrar da maldita senha. Folheei cadernos e no meio de umas garatujas acabei achando uma senha ....e pimba! Era ela. Recuperei a conta e o bom humor. Foi como se me tivessem tirado um peso enorme das costas.

Analisando friamente a situação, fiquei perplexa como não sou coerente. Ao mesmo tempo que não gosto de nada que me domine, acabei concordando que algumas coisas me arrasam se deixam de funcionar. Não sei se por não ter muitas chances de distração a essa altura da vida (causas físicas impedem uma circulação mais ampla pelos locais que gostaria de visitar), a verdade é que não sou daquelas que se distraem fazendo trabalhos manuais, então confesso que adoro internet e explorar mundo afora a partir do quarto do computador é um luxo. 

Ontem vi na TV um grupo de crianças que foi passar uma semana num local onde era proibido levar celular, tablet ou IPad, e a primeira reação das crianças foi de absoluta "síndrome de abstinência". Só começaram a achar graça no programa depois de 2 dias de atividades intensas. É isso, para não enfrentarem um bando de "viciados" na maquininha os coordenadores do grupo tiveram que bolar atividades sequenciais. A turma só parava para comer, tomar banho e dormir. Acabaram confessando que adoraram a experiência.

Somos escravos dos vícios que trazem prazer (aliás um vício sempre traz prazer, por isso vira vício) e abrir mão disso gera um desastre em nossas almas!


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

ENQUANTO AINDA ESTOU POR AQUI






Tem me chegado a memória frequentemente, nesses últimos meses, fiapos de vivências passadas, quase sempre fatos acontecidos em Santos, lugar onde nasci e vivi por 23 anos. Fiquei encafifada com isso, já que todo o período passado depois do casamento parece que foi apagado com uma borracha poderosa e se nega a fazer visitas à minha mente e aos meus sonhos (só tenho a agradecer por isso).

Acredito que seja porque estou me preparando espiritualmente para deixar o plano físico, então há uma viagem de volta a locais e pessoas que por uma ou outra razão fizeram parte importante de minha vida, e que na época  não adivinhei o quanto iam deixar saudades.

O mistério do que nos aguarda depois da morte é mais  instigante do que aparentemente supomos, já que há uma tendência universal para se temer deixar a vida terrena e mergulhar no desconhecido. Mas à medida em que aceitamos que justamente por não sabermos de nada, nem ao menos se tudo continua, percebo que  há uma liberdade de escolha que pode perfeitamente ser parte do que vamos levar para o outro plano.

Eu já sei o que escolhi e isso me enche de alegria, caso possa se concretizar. E se tudo acabar mesmo, - pufff,-  não há problema algum, já que lá não estaremos para lamentar.

Só sinto cada vez mais que viemos aqui apenas para conhecer o que é o AMOR. O amor verdadeiro, incondicional, generoso, silencioso, sem alardes, que se pode exercitar diariamente, A escola da vida é um aprendizado, onde vamos depositando pequenas parcelas numa conta metafísica, fazendo um tipo de aplicação financeira espiritual. Dependendo do saldo que acumularmos durante esta vida teremos alguma chance de prosseguir com maior velocidade na escalada dessa montanha misteriosa chamada EVOLUÇÃO.  

Sei que estou ficando chata e repetitiva, mas é o que tenho para expressar no meu blog no momento atual. Escrevo mais para mim, é uma forma de conversar com meu amigo espiritual, invisível, que está sempre me dando forças.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

sonho em lilás/lavanda


Resultado de imagem para trepadeira lilás
a flor do sonho

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formato das pequenas árvores do sonho


Tive um sonho muito original e nítido, todo ele passado em um ambiente praticamente de uma só cor - lilás, puxado para o lavanda - lindo! Tentei desenhar a cena do sonho, mas para isso precisaria de muito tempo e algum talento, apesar de tudo ter transcorrido num breve momento e em um só local.

Estava eu numa loja que não dava para a rua, era um lugar estreito, muito "clean", onde, à esquerda de quem entrasse, havia um pequeno balcão que servia para mostrar os objetos vendidos nesse local. Eram apenas 3 objetos. Uma caixinha retangular com um tipo de pó cheiroso, talvez uma nova marca de talco, mas como era cor de rosa queimado, não entendi a que propósito servia. Logo meus olhos se fixaram em duas pequenas árvores feitas de uma flor lilás, (exatamente essa flor da ilustração acima)
 mas que aparecia confeccionada no formato de duas pequenas árvores,(conforme a segunda ilustração) com a copa redonda,do tamanho de uma hortênsia, muito delicadas. O tronco devia ser algo muito frágil, pois assim que toquei nele para ver o objeto mais de perto, uma das arvorezinhas se desfez, caíram todas as pétalas e eu fiquei consternada, olhando para o proprietário, cuja aparência não deixava dúvidas: era argentino, chileno ou uruguaio. Um senhor de meia idade, baixo, gordo (mas não muito), de pele clara e cabelos lisos pretos. Muito bem arrumado e gentil. Assim que vi a árvore se desfazer e suas pétalas caírem todas sobre o balcão, eu disse: "puxa, que pena, quero pagar pelo estrago. Veja por favor quanto é". Ele disse: "pois não. Vou lá dentro ver o preço". Enquanto isso eu segui por um corredor que era continuação do lugar, bem estreito, de um lado pintado de lilás, assim como a loja inteira e o balcão. Numa das paredes desse corredor havia um trabalho feito artesanalmente, de flores bem grandes em alto relevo, como se fossem enormes lírios estilizados, todos em cor pastel, não fugindo muito dos tons próximos ao lilás: azul lavanda e um tom claro de vinho, talvez um pouco de amarelo bem suave, também. Voltei e perguntei ao dono, que já se aproximava, quanto eu devia. Ele disse: "240, bem, 200 reais". Eu me lembrei com alívio que tinha levado cartão, mas estava sem dinheiro. Antes mesmo de pegar o cartão para pagar, acordei.

Nota: em todos os meus sonhos, sem exceção, estou envolvida em alguma enrascada, em algum problema. Ou perco o caminho de volta, ou fico numa situação embaraçosa, com a roupa rasgada ou suja, ou roubam meu carro, enfim, isso é rotina em meu mundo onírico.


Talvez Freud pudesse explicar. Mas a essa altura já não faço tanta questão disso.