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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

as coisas que não entendemos.....

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Cada vez mais sinto-me parte de um mundo estranho. Percebo que gosto dos animais e plantas mais do que dos seres humanos. Mas logo vem-me um momento de compaixão por todos, ao me dar conta de que cada um de nós está vivendo seu pedaço aqui no planeta. Agora mesmo, sentada numa sala de espera de uma clínica popular, um homem na fileira à minha frente não pára de chacoalhar o ombro direito. Levantei-me para ver qual o problema dele e foi fácil verificar que há um descontrole nervoso em todo o lado direito de seu corpo. Provavelmente teve um AVC. Um homem simpático, com boa aparência, alegre ao conversar com a atendente. Por alguma razão que desconhecemos algumas pessoas são menos privilegiadas que outras. Ou estou apenas conjecturando e tudo, tudo neste mundo está envolto num grande mistério, difícil de entender!!!

Nosso cérebro alcança menos do que gostaríamos, para entender certos fatos que nos parecem injustiças divinas. Mas algo me diz que em outro plano tudo será esclarecido. Por enquanto nos resta sermos solidários e ajudarmo-nos como pudermos.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

acho que sou uma exorcista...

Uma amiga disse-me que eu devia ser escritora....eu ri e pensei: para ser escritora acho fundamental saber contar uma história. Alguém que tem um blog onde registra reflexões sobre sua própria experiência está longe de ser escritora. Não suportaria dar conselhos, como alguns livros de auto-ajuda fazem. E também não gosto de recebê-los. Não sei falar de alguma coisa inventada. Criar uma história fictícia até para ilustrar algo que tenha se passado comigo é coisa que não sei fazer. Que diabo de escritora eu seria? Sou suportável apenas em algumas publicações no meu blog. Nada mais que isso. Gostaria de me abstrair totalmente e criar algo fora da minha realidade. Não dá. A tela fica em branco. 


No local abaixo tive a mais dolorosa experiência quando criança. Publiquei no meu blog. Isso eu consigo. Acho que sou uma exorcista.


quarta-feira, 31 de julho de 2019

O osso da sorte

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Morei na casa da minha avó até os 8 anos de idade. Tínhamos quintal, pomar e galinheiro. Minha avó, portuguesa, cozinhava muito bem. Lembro-me de vários pratos deliciosos, entre eles a canja de galinha feita com matéria prima do galinheiro, e que incluía um cacho de pequenas gemas cozidas dos ovos que ainda não haviam maturado totalmente.

Hoje, ao desossar um peito de frango cozido para o almoço das minhas cachorrinhas notei (e já havia notado algumas vezes antes) que o osso da sorte (do peito da galinha) era bem maior quando eu era criança, Tanto é que sempre tirávamos a sorte e quem ficasse com a parte maior da forquilha era o "sortudo". 

Agora não dá mais para brincar com o osso da sorte. O tal osso se tornou tão frágil e pequenino que já não significa nada muito atraente para se jogar a sorte. 

Será que a sorte anda sumida ou o alimento prejudicado? 

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Enquanto fazia o arroz...









Hoje, enquanto fazia o arroz, lembrei-me da minha cidade natal e imaginei a mesma cena só que lá. Veio imediatamente (e como isso foi intenso) uma sensação tão boa, que quase senti o ar úmido de maresia janela adentro, o sol quente e o típico barulho da cidade num dia de semana normal. Inevitável foi recordar em alguns segundos o resumo de toda uma vida entremeada de alegrias e tristezas. Mas a presença de uma dor maior chegou para embaçar todo o brilho que se formava nessa recordação. A morte de uma irmãzinha querida. 

Tendo já saído de onde morei por 23 anos para trabalhar na região do ABC em busca de um salário melhor, percebi que se não o tivesse feito então, seria inevitável fazê-lo quando a maior dor de minha vida chegasse para ceifar a alegria dos meus dias naquela cidade cheia de brilho. Seria meu destino abandonar tudo e mergulhar no desconhecido. O acolhimento da cidade que me viu nascer estava por completo destinado a ser tirado de mim. 

Desde então procuro brincar de faz de conta. Como a criança segura uma boneca em suas mãos e faz de conta que está abraçando sua filhinha, eu vou sempre sentir a falta de um aconchego que me foi recusado para sempre!

De repente senti a dor do emigrante! 

sábado, 27 de julho de 2019

GRATIDÃO, apesar da menor audiência.....

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Tenho este blog desde 2008. Reparei que meus seguidores eram muitos nesse tempo. De uns anos para cá perdi a maioria dos que costumavam mandar comentários sobre o que eu postava. Devo ter ficado menos produtiva com a idade. O entusiasmo arrefeceu, mas a chama continua acesa. As pessoas geralmente gostam de quem mostra fotos e conta sobre experiências dos lugares onde estiveram. Eu parei de viajar, mesmo a lugares perto de São Paulo, em praias aonde ia com frequência e de onde vinha cheia de coloridas experiências. Hoje tudo mudou. Há uma chama acesa dentro de mim que de repente me fez compará-la àquela pequena chama que se vê nos altares das igrejas católicas, e que dizem ser o espírito de Deus sempre presente, porém quase invisível. Minha chama também arde. Só que não sendo Deus, sinto que tenho um pouco dele no meu coração, o que me faz conservar essa pequena chama sempre brilhando e dando graças por ter chegado até aqui com lucidez suficiente para estar de bem com a vida e ser grata a tudo o quanto recebi até hoje! 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

TAREFAS DOMÉSTICAS




donald duck sleeping GIF



Faça suas tarefas como quem está filmando um vídeo para postar nas redes sociais.
Fica menos cansativo. Você não imagina a energia extra que surge quando pensa que está sendo filmado/a!

quinta-feira, 4 de julho de 2019

UMA EXPERIÊNCIA

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Sair de si por um tempo e depois voltar.
Acho que é isso que o artista faz.
O artista é um corajoso.

Eu queria ser artista.
Mas falta coragem.