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domingo, 26 de maio de 2024

Quando eu desenhava flores

 

(imagem da internet)(campânulas)



Quando eu desenhava flores, na minha adolescência, esta era a minha preferida.

terça-feira, 7 de maio de 2024

Versão atualizada de moqueca de abadejo


Como manda o figurino: moqueca na panela de barro, arroz, pirão, farinha e salada de almeirão-pão com agrião e cebola e suco de maracujá.

Esta ficou melhor que a outra, publicada aqui. Almocinho de família que me traz alegria de viver!!!


P.S. Se alguém quiser, eu escrevo aqui como preparei tudo.
 

terça-feira, 23 de abril de 2024

ALMOÇO DE ANIVERSÁRIO EM CASA








Ontem foi aniversário do meu filho mais novo. Meio século de existência!!!

Comemoramos hoje com uma moqueca de abadejo à nordestina, feita com muito amor.💓💓💓

sábado, 13 de abril de 2024

MORTE SÚBITA

 


Essa pequena tábua de mármore, vinda de não sei qual país, tem uns 80 anos, e há 15 está comigo, herança de minha tia e madrinha de batismo. Guardei-a com todo o carinho, mas isso não foi suficiente para que ontem se partisse. 

Teve morte súbita!!!

sexta-feira, 12 de abril de 2024

as contínuas perdas e mudanças dos "eus"


(Praça Kennedy - Santo André)




Não sei se repararam, mas vamos perdendo nossos "eus" pelo caminho. É mais fácil perceber isso se fizermos uma reflexão a cada 3 anos, por exemplo. 

Estou outra pessoa depois de alguns eventos na minha vida há + ou - 3 anos. Há um encanto novo no viver, apesar das muitas perdas físicas e até psíquicas. 

E como os "eus" vão se renovando, veio-me a pergunta; "será que há um único eu?" "Qual é?" O do primeiro ou o do último suspiro ? 

Eu creio que não há nenhum dos dois. Mas se existem, será só como ferramenta para se viver, uma ferramenta para evolução contínua? 

Mas aí vem outra questão: depois de mortos continuamos a evoluir? Como? Através de novos eus em uma outra vida? 



O AMOR CONTINUA ....

Há pouco tempo tinha lucidez perfeita, hoje já sinto os primeiros sinais da decadência física e psíquica. Por isso velhos não devem se aventurar em exercícios para a juventude e nem arriscar textos muito longos (mesmo no blog) para não entediarem os jovens. No whatsapp tenho certeza de que me lêem na velocidade 1,5. 

Quero agradecer o carinho e paciência que meus médicos têm comigo. Não são obrigados a isso. Agradeço às pessoas que cruzam comigo na rua e me cumprimentam, sem ao menos me conhecerem, estando eu com minhas cachorras ou não.

Por hoje é só, para não entediar ....


Apesar de não temer a morte, amo a vida!!!!

sábado, 30 de março de 2024

A CADEIRA DE BALANÇO


 

Era da minha tia. Eu cobiçei essa cadeira por muito tempo. Mas ela nunca disse que ia ficar para mim. Cheguei a pensar que ia me deixar de herança. Era pobre e não tinha nada de valor material. Mas acabei herdando essa cadeira por um acaso. Fui a sobrinha e afilhada que cuidou de todos os pertences dela quando morreu. Ninguém quis pegar esse encargo para si. Eu morava longe, em outra cidade e tirei  10 dias durante 2 semanas exclusivamente para selecionar o que prestava e o que ia ser descartado. Para piorar, ela era um pouco acumuladora. O quarto estava cheio de sacolinhas de plástico com mil objetos. Durante esses 10 dias em que lá fiquei, ajeitei um colchonete no chão da sala onde dormia. O café da manha trazia da padaria. O melhor pãozinho que já comi na vida! E o melhor queijo prato também.

Escrevi tudo isso para dizer que as coisas são realmente relativas. Hoje a cadeira está na minha sala e se eu sentei-me nela 2 ou 3 vezes em 10 anos, foi muito. Não sou uma velha de cadeira de balanço, cheguei a essa conclusão, embora concorde que é uma obra de arte .É austríaca, meu avô trouxe do navio, pois trabalhava nas Docas de Santos.

E aí está ela, a cadeira de balanço, que hoje ganhou almofada nova. Lembro-me da minha tia querida todas as vezes em que olho para essa cadeira.



Boa Páscoa Gábi