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domingo, 28 de maio de 2023

SANTOS, MINHA TERRA NATAL

Vivi ontem um dia que esperava há tempos. Passei-o em Santos, minha amada cidade natal, para onde não ia há anos. Está linda, cheia de vida, colorida, com cheiro de mar e de flores, com gente livre, leve e solta passeando por suas calçadas convidativas. Há algo que me agrada muito em Santos: a cidade é plana!!! Você consegue caminhar e não se cansa tanto como na cidade onde moro. Não gosto de onde moro, mas foi o que o bom senso me indicou na fase da vida que estou atravessando. 

Passei o dia com meu filho mais novo e as duas cachorras, que se comportaram muito bem! 

O que me impressionou foi a facilidade de contato que tive com algumas pessoas com as quais conversei. Senti uma empatia enorme pelos santistas! Pareceram pessoas de bem com a vida e isso me alegrou muito. Voltei no tempo e senti grande afinidade com a cidade e as pessoas, que me receberam de braços abertos. Pretendo voltar mais vezes à minha terra natal.

Fico devendo uma boa foto. Só fiz videos....

quarta-feira, 17 de maio de 2023

osso da sorte


quinta-feira, 4 de maio de 2023

AMIGAS...ISSO EXISTE A QUALQUER PROVA? DUVIDO!!!!!!!







Será que eu tive amigas? Tenho saudades de muitas de quem já é impossivel o contato. Amigas de escola, do curso Normal, em Santos. Por onde anda a Judith e a Tita, inseparáveis em sua bela amizade mas minhas amigas também. 

Por onde anda Patrícia, amiga de uma firma em que trabalhamos, que me dispensou pelo whatsapp, dizendo que precisava dar um tempo para se dedicar à sua missão?Não sei qual seria a missão. 

Rose, que foi casada com Pelé, amiga de Santos, de quem sinto saudades. Parece que mora nos Est.Unidos. Maria do Carmo, amiga de Rose.  que morava perto de minha casa em Santos e era noiva do Vitinho. 

Mary, amiga do Citibank, Santos, onde trabalhamos, que sumiu voluntariamente, sei lá porque.

e amigas daqui, de Santo André, onde moro há tempos, que decidiram falar comigo só pelo whatsapp sendo que tres delas moram a poucas quadras do meu apartamento. Por que antes da pandemia vinham aqui em casa tomar lanche comigo e conversávamos bastante? Parece que gostavam de mim, ora essa!!! 

Mas eu aprendi a não mendigar amor e amizade. Dei alguns sinais leves de que ainda estava disposta a compartilhar da companhia delas, até faria lanches gostosos novamente, para momentos de pura descontração. Mas sinto que é minha vez de enxergar mais fundo e perceber que nossa amizade não era tão  importante como eu pensava. Ao menos da parte delas.

Desde outubro passado fiquei  3 meses inteiros de cama devido a uma cirurgia e só pude contar com a ajuda dos filhos. Eles sim, são meus únicos e verdadeiros amigos.


domingo, 9 de abril de 2023

trechos de "O Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa

 

 

                                                                                  (imagem da internet)


Claro que as frases têm um efeito mais profundo dentro do contexto do livro. Vou ver se consigo publicar trechos do livro aqui no blog.


[15]

Conquistei, palmo a pequeno palmo, o terreno interior que nascera meu.

Reclamei, espaço a pequeno espaço, o pântano em que me quedara nulo.

Pari meu ser infinito, mas tirei-me a ferros de mim mesmo.

 

[17]

São horas talvez de eu fazer o único esforço de eu olhar para a minha vida. Vejo-me no meio de um deserto imenso. Digo do que ontem literariamente fui, procuro explicar a mim próprio como cheguei aqui.

[18]

Talvez o meu destino seja eternamente ser guarda-livros, e a poesia ou a literatura uma borboleta que, pousando-me na cabeça, me torne tanto mais ridículo quanto maior for a sua própria beleza.

[29]

Era a ocasião de estar alegre. Mas pesava-me qualquer coisa, uma ânsia desconhecida, um desejo sem definição, nem até reles. Tardava-me, talvez, a sensação de estar vivo. E quando me debrucei da janela altíssima, sobre a rua para onde olhei sem vê-la, senti-me de repente um daqueles trapos úmidos de limpar coisas sujas, que se levam para a janela para secar, mas se esquecem, enrodilhados, no parapeito que mancham lentamente.

[30]

Não me lembro da minha mãe. Ela morreu tinha eu um ano. Tudo o que há de disperso e duro na minha sensibilidade vem da ausência desse calor e da saudade inútil dos beijos de que me não lembro. Sou postiço. Acordei sempre contra seios outros, acalentado por desvio.

Talvez que a saudade de não ser filho tenha grande parte na minha indiferença sentimental. Quem, em criança, me apertou contra a cara não me podia apertar contra o coração. Essa estava longe, num jazigo — essa que me pertenceria, se o Destino houvesse querido que me pertencesse.

segunda-feira, 3 de abril de 2023

trecho de livro



                                                                      (imagem da internet)

"I have never had any sympathy with the ascetic attitude. The wise man combines the pleasures of the senses and the pleasures of the spirit in such a way as to increase the satisfaction he gets from both. The most valuable thing I have learnt from life is to regret nothing. Life is short, nature is hostile and man is ridiculous, but only enough most misfortunes have their compensation and with a certain humour and a good deal of horse-sense, one can make a fairly good job of what is after all a matter of very small consequence."

 (trecho do livro THE NARROW CORNER, de S. Maugham)

Nunca simpatizei com a atitude cética. O homem sábio combina os prazeres dos sentidos e os prazeres do espírito de forma a aumentar a satisfação que obtém de ambos. A coisa mais valiosa que aprendi na vida é não me arrepender de nada. A vida é curta, a natureza, hostil e o homem, ridículo, mas apenas o suficiente, a maioria dos contratempos têm sua compensação e com um pouco de humor e bastante bom senso pode-se fazer um bom negócio do que afinal de contas é uma questão de muito pequena consequência.


tenho esse trecho há mais de 50 anos nos meus guardados....

domingo, 26 de março de 2023

CUIDADO COM OS ESPERTOS....


                                                            (imagem da internet)

Estou fazendo as coisas em casa e prestando atenção ao ritmo que obedeço para não me prejudicar. Sempre fui pessoa de ritmo acelerado, tanto que numa firma onde trabalhei por 13 anos era apelidada de "road runner", ou "papaléguas". Agora esqueço de terminar o que comecei, passo a outra tarefa, volto  à anterior e termino depois. Por outro lado nunca estive tão lúcida para "pegar" certas coisas "no ar". 

Na pracinha que frequento com minhas cachorras há muitas pessoas de todos os tipos. Algumas levam seus dogs, outras para se exercitar e ainda outras estão ali claramente para fazer um marketing de suas atividades profissionais. Sou terapeuta alternativa, fiz o curso de medicina chinesa de 2 anos mas quase ninguém sabe, pois não comento com todos. Hoje vi uma cena curiosa: uma mulher, que se diz terapeuta de florais e outras cositas mais, estava "doutrinando" uma velha como eu para se consultar com ela através do filho, via whatsapp. A velha era simpática, estava com uma tipóia no braço e a conversa foi se aprofundando entre ela e a "vulgo" terapeuta, que deve ter feito um cursinho rápido "nas coxas" e se acha mestra no assunto. Disse uma porção de besteira e estou com a impressão de que faturou mais uma boa alma que lhe deu ouvidos... 

quinta-feira, 23 de março de 2023

SERÁ????


                        

                                          

                                                                       (*)

                                                 

Se D'us existe não há provas contra nem a favor. Mas decidi que vou continuar a crer que existe, ou ao menos que há uma força além do nosso sistema mente/corpo. Sim, porque comigo já aconteceram vários fatos que fogem do compreensível. Fenômenos como telecinestesia, premonição, intuição, já experimentei, assim como muita gente.

Esse tema veio por causa da dor. Sim, DOR que muda de nome e de lugar no meu corpo, mas que me acompanha há aproximados 40 anos. Parece que as diversas dores ficam na fila, esperando sua vez para me atacar.  Então resolvi oferecer cada uma delas a D'us. Já nem falo das dores emocionais, pois com estas vou aprendendo a lidar. Mas, sim, as físicas, que me desgastam, oxidando e inflamando o sistema biológico, impedindo-me de fruir a vida como gostaria. 

Sinto que tenho uma missão que gostaria não fosse interrompida. 

Que a morte chegue, então, assim que eu sentir essa missão cumprida. Nesse momento, e peço que o reconheça, já posso me despedir em paz. 

A partir de hoje ofereço toda e qualquer dor a D'us. Ou a essa força que me faz experimentar certos fenômenos metafísicos, ou quânticos, como queiram chamar.

Farei isso para deixar de pensar que "viver também cansa".


(*)Vou procurar de onde tirei o texto da foto acima e volto aqui para contar.