Ao limpar a porta de um armário me deparo com um uma formiguinha, e por um átimo de segundo ainda tive a oportunidade de poupá-la. Mas quis o destino que continuasse em minha tarefa e acabei por aniquilar o pobre bichinho. Nem quero entrar em dividida pois a essa altura já me arrependo do que fiz. Mas serviu para pensar: de quem seremos formiguinhas? Dos meteoros?Das enchentes? Dos terremotos? Dos assassinos? Dos tsunamis? Dos furacões? Dos raios? Das............pandemias?????
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sexta-feira, 30 de outubro de 2020
terça-feira, 6 de outubro de 2020
filosofando a partir de dois pés de frango e um conto da Gábi
Emitir opinião, interpretar o que ouço, o que vejo, o que penso. É preciso não ter pressa. Dar tempo para que a mente me traga alguma alternativa mais generosa.
Vou ilustrar ou que digo acima com um fato que me aconteceu. Coisa trivial, boba...mas suficiente para fazer cair uma ficha importante!
Fui ontem a uma avícola, pedi um frango inteiro cortado nas juntas e que não incluísse a cabeça, embora pedindo que pesasse com tudo (achei mais honesto, pois sempre trouxe o frango com a cabeça para depois descartar em casa).Ela disse que tudo bem.
Ao chegar em casa e preparar o frango eis que vejo 4 pés!. Como nunca vi esse fenômeno, achei que queria me tapear. Já tinha quase decidido a deixar de ir à tal avícola quando achei por bem esclarecer o fato com o dono. Telefonei hoje e relatei o ocorrido. Ele foi gentil, da mesma forma que eu, ao falar com ele.Expliquei que não gostaria de deixar de comprar lá e ele me pediu para chamá-lo na próxima vez.
Cinco minutos após desligar o telefone caiu a ficha: talvez a vendedora (sendo instruída a pesar o frango inteiro, cabeça junto) quis apenas substituir por algo menos indigesto e colocou os dois pés. Portanto é o que vou comentar com o dono do local para que essa hipótese seja levada em consideração na hora de chamar a atenção da funcionária. O erro dela foi só não ter me avisado sobre o que ia fazer.
Agora, o mais instigante de tudo é que foi o conto da minha amiga Gabi http://dona-redonda.blogspot.com/ sobre o ladrão que rouba ladrão, que fez com que eu pensasse a respeito de o quanto podemos nos surpreender ao interpretarmos um fato: nunca teremos a capacidade de incluir todas as alternativas
domingo, 27 de setembro de 2020
reboliço na alma
Hoje está difícil seguir em frente...acordei com um filme de cenas aleatórias da minha vida. Surgiam numa sequência incontrolável. Uma vez li que antes da morte nossa vida passa toda como um filme rápido. Não sei como é isso. Mas ultimamente tenho vivido a experiência de recordações e isso tem sido perturbador. Só me faz chorar de saudade do período que foi bem intenso: os anos 60. Tinha uma convivência difícil mas preciosa com minha mãe. Dela trago as mais intensas lembranças de como compartilhávamos as afinidades intelectuais. (enquanto escrevo não consigo controlar as lágrimas). Oh! Deus! Fazei com que eu consiga encarar o tempo que me resta com tranquilidade de quem já viveu intensamente e ainda guarda esse sentimento de intensidade dentro do coração. Não sei o que será depois do meu tempo aqui. Mas quero agradecer por tudo o que vivi. Peço que seja perdoada por todo o sofrimento que possa ter causado a alguém, porque não foi intencional, mas sei que devo ter sido o inferno de poucos, algumas vezes.
Essa pandemia mexeu com todo o mundo. Exacerbou as emoções a um ponto em que alguns se suicidam, outros procuram ajuda psiquiatra, outros apenas ficam num estado de apatia que mais parecem zumbis...
O que acontecerá num futuro próximo ninguém pode prever, mas isso nunca pareceu mais desesperador como agora!
terça-feira, 22 de setembro de 2020
um não sei o que....FELIZ PRIMAVERA
FELIZ PRIMAVERA
Há alguma coisa que não chega a se manifestar mas que está me incomodando. Pode até ser o resquício do sonho que tive essa noite passada e que me fugiu da memória 5 minutos depois de ter acordado. Mas não sei se é isso. Há algo me golpeando levemente o coração, como se fosse a pancada de uma patinha de gato. Nem chega a doer.Sei que vai passar. Assim como vão passar vários fatos que ficam a meio caminho de serem compreendidos. Desconfio que há mais mistérios que nunca vamos conhecer nesta vida do que as coisas que podemos decifrar. Será efeito da primavera que acabou de chegar?
domingo, 13 de setembro de 2020
numa só frase, tudo esclarecido.

( do site: pixabay..com/pt)
Meio-dia. Hoje acordei tarde por alguns motivos. Um deles é que perco o sono de madrugada e volto a dormir duas horas depois. Estou no computador lendo meus blogs favoritos e me deparei com uma frase que ficou piscando em luz neon. De um blog chamado Profissão: Leitor, de José Pacheco, essa frase resume o que aqui quero dizer.
Não adianta querer mudar o que é parte da nossa bagagem. Bagagem esta que vamos acumulando dentro do barco que segue viagem a um ponto desconhecido, porém almejado.
Podemos ajeitar melhor a bagagem, trocar de lugar algumas roupas, atirar no mar algumas poucas coisas que podem ser úteis aos peixes, mas o comando fica por nossa conta e risco. E não podemos entregá-lo a outrem, já que sairá muito caro entregar nossa tarefa a alguém E não sabemos no que vai dar nossa viagem. Agora vamos à frase do meu amigo de Portugal que resumiu, para mim,em duas palavras, o sentido da vida, dando claramente a entender que não podemos voltar atrás:]estamos embarcados.
domingo, 6 de setembro de 2020
post secrets
I love to read Post Secrets. (https://postsecret.com/) I cannot imagine something like that in Brazil. I mean, with that quality.
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
castelo de areia
Dizem que a sabedoria é viver o presente. Há dizeres como : "Isto também passará", "Viva o aqui e agora". Tudo bem, até respeito quem dá esses conselhos. Acredito que seja uma pessoa privilegiada, quem nunca ficou deprimido. Mas também acredito que uma certa falta de expectativa e a lucidez de quem chegou à minha idade e percebe que a vida está chegando ao fim e já não estimula a muitos feitos e pequenas aventuras, deixa muito pouco para quem já foi entusiasmada e cheia de energia, curiosa e ousada em se atirar a muitos interesses e hoje percebe que tudo "faz parte" de um momento psicológico, como se fosse uma droga fornecida pelo divino para suportarmos chegar onde chegamos e aí sim, perceber que tudo é uma ilusão, mas uma ilusão necessária para a sobrevivência do ser humano.
Toda essa constatação não me impede de perguntar por que para cá viemos e para onde vamos. Só desconfio que vamos continuar em algum outro plano de vida. Ou seria desperdício de energia daquele que criou tanta coisa para destruir tudo de repente, como se fosse uma onda traiçoeira destruindo um castelo de areia feito por uma criança inocente na beira do mar...
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