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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

PORTA TALHERES





Quem de vocês conhece as peças da foto?

Mesmo quem conhece garanto que não as vê há longo tempo. Explico porque. São os antigos porta-talheres, que ninguém mais usa. Além de quase não se fazer refeições em casa, com a família toda reunida e conversando à mesa, as pessoas mal têm tempo de engolir o que empurram goela abaixo nos restaurantes e lanchonetes. E o velho e saudável hábito de comer devagar foi-se, acredito, para as calendas. Repararam como as pessoas eram mais esbeltas antigamente? É só ver uma foto dos anos 40/50/60 do centro da cidade de São Paulo. Todos magros, bem vestidos, as mulheres de tailleur e salto alto, os homens de terno e gravata além do chapéu, 

Não sou saudosista. Gosto de inovações, mas convenhamos: nem todas as novidades deveriam descartar o que nos ajuda. Sim, porque o porta talheres ajuda a emagrecer. O fato de você colocar garfo e faca "descansando"  leva à conversação, e o organismo se satisfaz com menos comida. O cérebro avisa que aquela porção no prato já foi suficiente. 

Hoje coloquei o porta talheres à mesa, para almoçar com os filhos e eles nem sabiam o que era aquilo. Foi divertido. Expliquei que minha tia (recentemente falecida) chegou a usá-lo quando era mocinha e pesava 38 kg depois de adulta. O máximo que chegou foi a 42 kg. Sempre teve vontade de engordar e não conseguiu. Será que porta-talheres tem algo a ver com isso? Acredito que não, mas foi bom filosofar um pouco sobre o assunto!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O cheiro da naftalina






Para muitos é um cheiro insuportável, para alguns dá alergia, para poucos (o meu caso) traz lembranças maravilhosas e portanto eu adoro esse cheirinho. O pijama e a colcha das fotos eram de minha tia, recentemente falecida. Fiquei com eles e já estou usando. Sinto que faço isso porque, além de me agradar, é uma tentativa de me comunicar com ela. 

Quando fui até seu apartamento para embalar tudo e fazer a mudança para o depósito que há no meu prédio, levei 12 dias completos para terminar a árdua tarefa. Enchi 11 sacos de lixo de 100 l e as caixas grandes de papelão chegaram a 100 unidades. Fiz tudo sozinha. Mas descansava entre uma semana e outra voltando para meu canto, onde podia dormir numa cama, pois lá dormia num colchonete, no chão. Não gostei nada, nada...e levei minha querida cachorrinha que dormiu em sua cama e não estranhou nada. 

O que mais me surpreendeu é que minha tia era acumuladora, e apesar de juntar coisas durante os 46 anos em que lá morou, só havia uma certa "bagunça organizada" em seu quarto, onde tudo ficava em sacolinhas de supermercado (ela vivia prometendo que iria desocupar aquela bagunça e nunca conseguiu fazer isso). Mas o mais surpreendente é que, quando fui arrumar as coisas dela, abri o guarda roupa e comecei a tirar as roupas de cama, banho,vestidos, etc, e não encontrei uma só barata ou traça. Estava tudo impecavelmente limpo e livre de insetos. 

Adivinha se eu abri um pacotinho de naftalina que ela ainda guardava e distribui as bolinhas no meu guarda roupa? Esse cheirinho (claro que é de longe e de leve) me agrada bastante. Enquanto eu tiver naftalina por perto minha tia estará comigo!!!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A TAL DA FELICIDADE...




imagens da internet




Chega de correr atrás de listas de coisas que podem trazer a tão propalada "felicidade".
A felicidade é pessoal.
A felicidade só existe em duas fases da vida: infância e velhice.
Porque é apenas nessas duas etapas da vida que não temos expectativas e vivemos no presente.
A criança, porque ainda não foi contaminada pela sociedade.
O velho, porque já aprendeu que a expectativa nos deixa infelizes.

Tudo isso refleti após assistir ao programa Café Filosófico de ontem, em que um médico, Dr. Alexandre Kalache discorreu sobre A Evolução da Longevidade. Muito bom o programa. Ele sabe dar o recado de forma simples e direta. 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

algumas palavras sobre Robin Williams




Triste saber da morte de Robin Williams. Assisti a vários filmes dele, um muito instigante, não me lembro o nome, mas ele levava flores para as ex namoradas e só recebia contras. Supõe-se que deve ter aprontado com cada uma delas. A tentativa de restabelecer os laços de amizade e talvez uma segunda chance,  sempre acabava dando em encrencas. 

Lendo sobre seu suicídio e a forma como escolheu morrer, causa-me calafrios. Não tenho tendências suicidas, ou não tive até hoje, ao menos, mas se tivesse que escolher a forma de cometer o suicídio, nunca seria por asfixia. Acho que há um terrível sofrimento no processo e sabe-se lá quanto tempo demora...

Tenho mais simpatia por um tiro nos miolos. Até veneno me assusta. Nunca se sabe o tempo que leva para fazer efeito mortal!

Mas ele escolheu a asfixia. Talvez enforcamento. A mídia não comentou até agora sobre o tipo de asfixia usado. 

A depressão grave deixa as pessoas a tal ponto que, mesmo que nós julguemos ser o suicídio um ato de extrema coragem, para os depressivos deve ser um ato de libertação!!

domingo, 10 de agosto de 2014

eu e ela









Eu converso com ela o dia inteiro, ou sempre que tenho vontade. Ela me entende, não me critica, não pede nada, ou melhor, às vezes pede e eu entendo o que quer, mas ela nem fala. Trocamos afeto, fazemos companhia uma à outra em muitos passeios, geralmente almoçamos e jantamos juntas, na hora de dormir ela sempre me acompanha, eu faço uma oração e agradeço por tudo o que tenho, mas agradeço principalmente por ter me curado do mal de sentir-me solitária de vez em quando, antes de ela morar comigo. Agradeço por ter sido colocada em minha vida no momento em que eu mais precisava e não sabia.

Não, não sou homossexual. Estou falando da minha cachorrinha Juju, que depois dos meus filhos é o ser que mais amo. Não me canso de pensar que antes dela, minha vida estava sendo rodada em preto e branco. Agora é colorida, pela alegria de compartilhar todos os momentos. E ela nem exige nada. Sou eu quem gosto de cuidar desse amor de cachorrinha..

domingo, 3 de agosto de 2014

Ponteiros Parados: ÓCIOS DO OFÍCIO

Ponteiros Parados: ÓCIOS DO OFÍCIO: Eugene Richards | Série Blue Room Para Galileu, a natureza é um livro escrito em linguagem matemática, cujos caracteres são triângulo...



É isso aí: "não há nada mais livre do que um relógio parado". De vez em quando mando-me ao conserto!

Abraços,

Sônia

terça-feira, 8 de julho de 2014

Seu aniversário





Titia, ontem eu quis ligar para você e cumprimentá-la pelo seu aniversário, como fazia todos os anos. Mas como você morreu menos de um mês antes de completar 96 anos, pensei em ligar para o céu. Aí constatei que não tenho o número do telefone do Papai do Céu (como você se referia a Deus). Então fiz uma oração e pedi ao Papai do Céu que cuide sempre de você e tenho certeza que Ele o fará. Seu espírito deve estar iluminando um pouco mais o lugar onde ficam as almas santas!