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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A TAL DA FELICIDADE...




imagens da internet




Chega de correr atrás de listas de coisas que podem trazer a tão propalada "felicidade".
A felicidade é pessoal.
A felicidade só existe em duas fases da vida: infância e velhice.
Porque é apenas nessas duas etapas da vida que não temos expectativas e vivemos no presente.
A criança, porque ainda não foi contaminada pela sociedade.
O velho, porque já aprendeu que a expectativa nos deixa infelizes.

Tudo isso refleti após assistir ao programa Café Filosófico de ontem, em que um médico, Dr. Alexandre Kalache discorreu sobre A Evolução da Longevidade. Muito bom o programa. Ele sabe dar o recado de forma simples e direta. 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

algumas palavras sobre Robin Williams




Triste saber da morte de Robin Williams. Assisti a vários filmes dele, um muito instigante, não me lembro o nome, mas ele levava flores para as ex namoradas e só recebia contras. Supõe-se que deve ter aprontado com cada uma delas. A tentativa de restabelecer os laços de amizade e talvez uma segunda chance,  sempre acabava dando em encrencas. 

Lendo sobre seu suicídio e a forma como escolheu morrer, causa-me calafrios. Não tenho tendências suicidas, ou não tive até hoje, ao menos, mas se tivesse que escolher a forma de cometer o suicídio, nunca seria por asfixia. Acho que há um terrível sofrimento no processo e sabe-se lá quanto tempo demora...

Tenho mais simpatia por um tiro nos miolos. Até veneno me assusta. Nunca se sabe o tempo que leva para fazer efeito mortal!

Mas ele escolheu a asfixia. Talvez enforcamento. A mídia não comentou até agora sobre o tipo de asfixia usado. 

A depressão grave deixa as pessoas a tal ponto que, mesmo que nós julguemos ser o suicídio um ato de extrema coragem, para os depressivos deve ser um ato de libertação!!

domingo, 10 de agosto de 2014

eu e ela









Eu converso com ela o dia inteiro, ou sempre que tenho vontade. Ela me entende, não me critica, não pede nada, ou melhor, às vezes pede e eu entendo o que quer, mas ela nem fala. Trocamos afeto, fazemos companhia uma à outra em muitos passeios, geralmente almoçamos e jantamos juntas, na hora de dormir ela sempre me acompanha, eu faço uma oração e agradeço por tudo o que tenho, mas agradeço principalmente por ter me curado do mal de sentir-me solitária de vez em quando, antes de ela morar comigo. Agradeço por ter sido colocada em minha vida no momento em que eu mais precisava e não sabia.

Não, não sou homossexual. Estou falando da minha cachorrinha Juju, que depois dos meus filhos é o ser que mais amo. Não me canso de pensar que antes dela, minha vida estava sendo rodada em preto e branco. Agora é colorida, pela alegria de compartilhar todos os momentos. E ela nem exige nada. Sou eu quem gosto de cuidar desse amor de cachorrinha..

domingo, 3 de agosto de 2014

Ponteiros Parados: ÓCIOS DO OFÍCIO

Ponteiros Parados: ÓCIOS DO OFÍCIO: Eugene Richards | Série Blue Room Para Galileu, a natureza é um livro escrito em linguagem matemática, cujos caracteres são triângulo...



É isso aí: "não há nada mais livre do que um relógio parado". De vez em quando mando-me ao conserto!

Abraços,

Sônia

terça-feira, 8 de julho de 2014

Seu aniversário





Titia, ontem eu quis ligar para você e cumprimentá-la pelo seu aniversário, como fazia todos os anos. Mas como você morreu menos de um mês antes de completar 96 anos, pensei em ligar para o céu. Aí constatei que não tenho o número do telefone do Papai do Céu (como você se referia a Deus). Então fiz uma oração e pedi ao Papai do Céu que cuide sempre de você e tenho certeza que Ele o fará. Seu espírito deve estar iluminando um pouco mais o lugar onde ficam as almas santas!

domingo, 6 de julho de 2014

Ponteiros Parados: O SISO DO FILÓSOFO E O RISO DA ESCRAVA

Ponteiros Parados: O SISO DO FILÓSOFO E O RISO DA ESCRAVA: Elliott Erwitt | NY, 1953 Esta notícia fez-me lembrar aquele célebre episódio entre Sólon e Tales de Mileto, que é contado por Pluta...







Muito bem colocada a questão. Melhor deixar o instinto à solta, que naturalmente vai à procura do outro para dividir o amor...

INICIO DE UMA NOVA FASE

Ontem foi o dia de começar um ciclo novo, nem por isso isento de dor. 
Visitando o apartamento vazio de minha tia querida, recentemente falecida (tinha 95 anos), percebi que perdi meu último laço de sangue mais velho que eu. 

E agora? Para quem vou perguntar as coisas nunca perguntadas? Com quem vou tomar o cafezinho da tarde com pão fresco comprado na padaria próxima ao seu apartamento? Quem vai me receber com os braços abertos e um sorriso no rosto? Quem vai conversar comigo sobre a vida, esta pessoa que apesar de viver com o mínimo de dinheiro, nunca se queixou de nada? Convivia com ela numa relação muito estreita, principalmente depois que minha mãe morreu, e passei a dedicar à minha tia a atenção e cuidados que me eram possíveis. Ela me chamava de Soninha. A única pessoa que me chamava dessa forma. Além de sobrinha sou afilhada de batismo dessa pessoa encantadora, cuja única queixa era desejar engordar um pouquinho. E eu dizia: "titia, mas você come tão devagar que o seu cérebro sinaliza que já está satisfeito depois de algumas garfadas". Nunca passou de 40 quilos. Morreu com 35kg. 

Quando entrei com meu filho em seu apartamento, na intenção de começar a separar as coisas dela, filtrar o que vai ser doado, o que vai ficar para a família e o que vai ser descartado, senti que não ia conseguir fazer nada disso. 

Fui tomada de uma emoção forte, pois ao abrir a porta estava acostumada à presença dela sempre sorridente para mim. Caí no choro. Meu filho, que pouco conviveu com ela foi aos poucos sendo tomado por um choro discreto e até pensei que estava com os olhos lacrimejando pelo cheiro da naftalina que ela sempre usou para conservar suas coisas. Era cuidadosa ao extremo com tudo o que tinha. As toalhinhas de crochê que fazia, sempre impecáveis, as revistas sobre costura, tricô e crochê, moldes do tempo em que ainda costurava roupinhas de bebê... Perguntei se o problema era a naftalina. Ele disse que não, estava emocionado. Dava para sentir que minha tia estava conosco ontem. Ouvi dizer que nos primeiros dias após a morte o espírito das pessoas ainda habita o ambiente em que moravam. E ela morou naquele apartamento 46 anos. 

Terei que passar uma semana lá, a ver se consigo desempenhar a tarefa que me coube. Peço desde já a proteção divina, para que consiga fazer tudo da melhor forma possível.

Trouxe duas plantas que estavam nos fundos do prédio ao Deus dará. Já estou cuidando delas como minha tia fazia. Eram as filhas que nunca teve.