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sexta-feira, 17 de abril de 2020

17 de abril

Muda de Mexerica do Rio Enxertadas - Safari Garden

                       (sua fruta predileta)


Hoje é o dia do seu aniversário, Liloca querida. Depois que você se foi (há 45 anos) minha vida perdeu força e colorido. Do coração foi arrancado um pedaço; hoje ele bate sem alegria. Não vou dizer muito aqui pois espero encontrá-la em breve e chorar de alegria num grande abraço,seja onde for. 

Por isso acredito firmemente que vamos nos encontrar. Já estou pagando o ingresso adiantado para ter a felicidade de me juntar a você.

domingo, 12 de abril de 2020

ESCOLHA UMA DAS ALTERNATIVAS SE FOR CAPAZ

MUNDO DO CELULAR | Iguatemi Esplanada




Em plena pandemia do coronavirus vejo que a súbita prisão a que fomos condenados está gerando uma enorme quantidade de depressivos e paniquetes. Cada um procura em si algum meio de sobreviver a esse novo normal. Mas aí veio-me à cabeça uma questão: na hipótese de ao invés dessa prisão domiciliar devido ao coronavirus fôssemos forçados a ficar sem o celular por, digamos, uns 4 meses, pois este estaria emitindo radiações pela telinha que nos levariam à cegueira total, será que não estaríamos tão ou mais afetados ainda? Teríamos a liberdade de sair para onde bem entendêssemos, passear em praças e jardins, lotar restaurantes, trabalhar normalmente mas tudo isso sem o tabletinho que já faz parte de nosso corpo e alma. 

sexta-feira, 3 de abril de 2020

IT TAKES TWO TO TANGO

It Takes Two to Tango: Modalities and benefits of the ...




Enquanto procuro me distrair dentro de casa nesses tempos difíceis veio-me ao pensamento, enquanto ouço um site de músicas do meu agrado, que nunca tive happy hours. Essas horas são aquelas que as pessoas reservavam para depois do trabalho. Geralmente iam em grupos pequenos ou mesmo em casais para fechar o dia com algum lazer. 


Nessa época eu era responsável por dois filhos (o que ainda sou) e corria para casa depois de 8 horas de trabalho aturando ordens e procurando não focalizar a atenção nos machistas da época. Era infernal o quanto os homens (e até mulheres)se utilizavam da mão de obra feminina, que era boa e barata. Era às mulheres que cabiam as tarefas mais desagradáveis. Eu até que não podia me queixar pois como secretária da presidência de multinacionais minhas atribuições estavam dentro das menos desagradáveis de uma empresa. Ao lidar com o Inglês sempre senti mais prazer que dor nas tarefas que executei. Mas como toda mulher dos anos 60 ainda era muito submissa aos padrões da época e minha revolta ficava sempre no nivel subliminar. Já vinha de longe esse estado de coisas, desde a infância, quando um pai déspota me aterrorizava os dias. Enfim, cresci medrosa, porém muito revoltada, pois lúcida do que se passava, tinha energia apenas para uma revolta interior. O medo me paralizava.


Hoje sinto falta das transgressões que não cometi.


Sinto falta das happy hours que não frequentei.


Agora fica só a dor dentro do peito a cada vez que recordo minha falta de coragem.


Enfim, faltou energia para desafiar. Faltou talvez alguém para juntar forças às poucas que tinha na época e dar um salto para o futuro.


domingo, 23 de fevereiro de 2020

Como Somerset Maugham me ajudou

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Estou lendo uma obra de Somerset Maugham (um de meus escritores prediletos). Foi um achado o que descobri em seu livro entitulado Summing Up. Diz ele a uma certa altura que estranhava, em sua juventude, encontrar rapazes que pareciam muito mais capazes que ele, verdadeiros gênios! Isso fez com que se dedicasse cada vez mais à leitura, a ver se descobria o segredo de escrever bem. Mais tarde constatou que na juventude é muito comum encontrar jovens que aprendem com facilidade qualquer tipo de coisa: música, estilos de escrever, idiomas, etc. E parou de se comparar aos outros quando percebeu que na idade madura alguns desses rapazes produziram obras consideradas medíocres tanto no gênero literário, como musical ou teatral. 

Daí eu constatar que no meu caso não é diferente: o que eu podia oferecer de melhor em todos os aspectos já ficou para trás, no período da minha juventude. Para dar um exemplo, basta dar uma olhada no meu blog. Quando comecei a escrever, lá por 2007, tinha muitos seguidores. Hoje apenas uns 9 ou 10, quando muito, me visitam. Não me queixo. Agradeço por ter percebido que eu faço parte da regra geral, pois não tenho talento para escritora. O máximo que pude oferecer nos meus textos já ficou para trás.

Hoje escrevo mais para conversar comigo mesma e evitar que o cérebro congele!

domingo, 16 de fevereiro de 2020

ESSA FOTO ME COMOVEU.




                                                                         (do blog bitsandpieces.us) 
                                     
                                 O olhar desse cachorro diz mais que um olhar humanot


Entro no blog do accuradio.com  e clico no "beautiful music". Recomendo para os que estão na faixa dos 70 anos. As músicas são todas as que ouvia e dançava na juventude. Quero agradecer aos céus por ter nascido nos anos 40. Todas as emoções que eu senti e ainda sinto ao ouvir a música instrumental dessa época não troco por nenhuma outra. Sou fã das orquestras que embalaram as festinhas que frequentei e que já não existem mais. Havia um aconchego e uma cumplicidade muito próprios desse tempo e lamento se a sensação que tínhamos não puder mais ser replicada nos dias atuais. Acredito mesmo que não. Devem ser outras as emoções. Quem vai sentir o que eu sentia comparando  ao barulho agressivo e ensurdecedor das baladas de hoje? Aliás balada era nome de um ritmo e não de um salão de doidos que só conseguem curtir as coisas sob efeito de drogas!? Nossas drogas eram todas fabricadas dentro de nós mesmos. Éramos felizes e sabíamos!!!

É, a velhice é para cada um curtir à sua moda! Vivo com o que gosto. Por isso tenho duas cachorrinhas que depois dos meus filhos, são as criaturas mais amadas por mim.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

1,99

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                                                (imagem da internet)


Quando começou a onda do 1,99 eu logo vi que era coisa de malandro. E o povo, que gosta de novidade, não ia deixar essa escapar. 1,99. Viu que baratinho? Abriu muita loja só de produtos a 1,99. Foi uma festa. Todo mundo entrava e saia com a cestinha de compras cheia de bobagens. Às vezes nem sabia para o que servia, mas a 1,99 vale a pena, diziam...e toca pra dentro da cestinha. No caixa a pessoa ficava meio apreensiva com o total da compra, que nunca dava menos que 20,00. Também...quem manda não fazer a conta direito? 1,99 é 2,00, bobinha...quem vai dar troco de 1 centavo? Você por acaso tem visto essas moedinhas em loja de 1,99? Nem lá nem em qualquer outro lugar. Sumiram de vista. Mas o precinho pra enganar trouxa pegou na moda. E hoje você já não vê quase o 1,99 mas continua vendo em todos os cantos onde se vende de tudo, o valor do produto vírgula 99. Uma geladeira, 3.099,00; uma TV, 5.099, às vezes você vê: gasolina 4,99 ou 5,99. É quase 5 ou 6. Mas o lema é: ME ENGANA QUE EU GOSTO!!!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

ESTAMOS TODOS ENTRELAÇADOS

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Um pouco de cultura e conhecimento é bom para não depender tanto dos outros na busca do bem estar consigo mesmo.
A bondade é necessária mas não é suficiente.
O conforto do corpo é importante mas o conforto da alma é essencial para atravessarmos a caminhada por este mundo.
Quanto mais lemos os grandes escritores mais ficamos contaminados com uma espécie de bactéria do bem que nos fortalece nos momentos de enfrentar nosso existencial.

Penso nisso enquanto leio um texto sobre a obra de Fernando Pessoa , quem considero minha alma gêmea.