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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

SURPRESAS QUE A VIDA ME TRAZ!






quando o conheci era toda sonhos e esperança!




A vida sempre me surpreende!

Quando penso que já estou completamente esquecida por todos os que fizeram parte dela por algum momento no passado e sinto a saudade apertar, alguém se lembra de mim e sou invadida por uma nostalgia que defino como uma saudade que chora lágrimas doces.

Hoje recebi um livro de alguém que representou muito para mim nos meus vinte e poucos anos...

A nostalgia voltou com tudo: dizem que não dá para fazer voltar o passado. Claro, concordo com isso, mas dá para sonhar com ele e fazer um novo presente onde esse passado ocupe uma outra forma dentro do nosso coração: um lugar de refúgio. 

A essa pessoa, a quem quero preservar a identidade, deixo meu muito obrigada!

Vou ler esse livro com carinho a atenção. Vai ocupar um lugar de destaque na minha estante.

sábado, 7 de setembro de 2013

Tenho dois filhos ... e duas filhas



Gosto de falar daquilo que vivo, que experimento no dia a dia. E minha cachorrinha é a protagonista de muitos eventos. 
Mudei de residência no último dia 2 e ela já aprontou as suas, claro! É estressada por ter sofrido nas mãos do antigo dono mas agora tem toda a minha atenção e carinho. Até porque optei por ter a companhia de uma cachorrinha morando comigo à de um ser humano. Por algumas razões que não convém aqui explicar.

Bem, no dia da mudança eu quase tive um ataque do coração. Na hora em que os homens do caminhão de mudanças deixavam meu endereço, entrei em casa e já não encontro a Juju. Chamava, chamava e...nada. Nem um latido. Já comecei a pensar mil coisas: saiu na hora em que os homens abriram o portão e agora deve: ou ter sido roubada (na melhor das hipóteses) ou atropelada. Já estava preparada para entrar no carro e iniciar uma busca, quando minha vizinha sugeriu procurar mais uma vez dentro de casa. Como já havia feito uma busca minuciosa, não havia mais onde procurar. Eis que ouvimos um latido, não muito alto, e minha vizinha disse: é ela! Eu fiquei com o cérebro meio paralisado desde a hora em que ela sumiu e não conseguia acreditar que aquele era realmente o latido da Juju. Fui encontrá-la num armário bem pequeno, que uso para guardar panos de limpeza, toda enrodilhada, como uma "gata borralheira..."
O cérebro ainda continuou paralisado por uns minutos e só então me dei conta de que ela estava se protegendo ao máximo, já que o novo ambiente era totalmente estranho a ela.

Outro evento. Essa cachorra está comigo desde abril último e NUNCA subiu na minha cama. Nessa noite em que se escondeu no armário ela aproveitou a hora em que fui ao banheiro durante a madrugada e quando volto ela está bem acomodada sobre as cobertas. Sou contra o hábito de cachorro dormir na minha cama, mas nessa noite eu vi uma criança assustada e cedi. Foi muito bom para ambas. Devo ter passado uma sensação de segurança à cachorrinha, pois na noite seguinte ela retomou o velho hábito e retornou à sua caminha.


P.S. arrumei outra cachorrinha para fazer companhia à juju. Chama-se tootsie e veio para encantar mais ainda minha vida com essas criaturas encantadoras que são os cachorros. A tootsie é muito inteligente, espertinha, agitada e amorosa como nunca vi igual numa cachorrinha.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

homenagem póstuma - 19 de agosto (dia do seu aniversário)


Quero deixar uma pequena homenagem ao único homem que me amou e conheceu minha alma, respeitou minha natureza às vezes inquieta e mesmo assim foi sempre de uma gentileza e carinho imensos comigo!

Suas qualidades principais: bom humor, alegria de viver, delicadeza no trato comigo, generosidade, carinho, enfim, posso dizer que uma vez ao menos, na vida, encontrei um homem de verdade!

Sandro, que você esteja comemorando seu aniversário no colo dos anjos, num mundo bem melhor do que este aqui. Você merece toda a beleza e paz que possam existir para as pessoas de alma nobre como a sua!

Obrigada por ter me escolhido para fazer parte do seu coração por algum tempo neste planeta.

Espero ter o privilégio de encontrá-lo quando daqui me for.




sábado, 17 de agosto de 2013

Adiando uma tarefa adiável...




(senhores do google, respeitem a autoria da foto e deixem de deletar o que é de minha propriedade)



Acho que todos já passamos por isso, muito mais que uma vez na vida: adiar.

Pois bem, estava nessa fase, de adiar algo que acho bem chatinho de fazer (ao menos enquanto não me disponho a botar a mão na massa). E hoje foi o dia D (deles, os armários da cozinha) e fiz uma limpeza geral nos recepientes de temperos, alimentos ( farinhas, fubá, grãos, etc) que vão ficando nos potes e latas e não sabemos se ainda servem (porque esquecemos de colar no pote uma etiqueta com a data de vencimento ao comprar o produto). Mas eu vou pela intuição e pelo olfato (que é muito bom, por sinal). Já terminei dois namoros por causa disso. Um dos homens cheirava a cédulas de dinheiro velho. Ainda se fosse cheiro de cédulas novas talvez estivéssemos juntos até hoje ..hahaha

Bem, tarefa cumprida. Está tudo bonitinho, devidamente limpo, rotulado e guardado por ordem de "uma lógica toda pessoal que só eu entendo e só a mim interessa".

Minha Juju esperou pacientemente, deitada no cantinho dela, debaixo de uma colcha de lã de crochê, feita por minha mãe, que nunca sonhou que tal trabalho teria esse destino :)

Agora vou dar a recompensa à Juju, com um passeio. Está um frio de rachar. Ma ela será a primeira a sinalizar quando quiser voltar para casa. 

Bye bye...até breve!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

APRENDENDO A ESPERAR...





 suricatos 
(imagem obtida na net, que simboliza muito bem o que entendo por expectativa)




Para mim, que sempre gosto de resolver as coisas rapidamente, quando essa atitude não depende de mim e sim de outros, fico sem saber o que fazer: telefono para saber se já decidiram ou aguardo mais um pouco? Bem, estou numa situação que não é nada fácil de controlar, pois sem saber se é normal esse tempo que estou esperando, fico com mil caraminholas a dar voltas na cabeça: será isso? será aquilo? por que será?

No fundo estou exercitando a paciência. Interessante que essa virtude não é o meu forte. Mas nunca é tarde para começar a aprender a lidar com o  mais lento. Respeitar o ritmo das coisas como elas se apresentam, treinar o "tempo dos outros" e aceitá-lo como normal. 

O desagradável disso é quando dependemos apenas do outro lado para obtermos algo que estamos precisando muito. Mas dessa vez vou engolir em seco, contar até 10, 100, 1000 e começar de novo. Não posso tomar atitude alguma. Se telefonar já sei a resposta que levarei pela proa: estamos dentro do tempo normal, Sra. É assim mesmo. Essas coisas levam um determinado tempo. 

É como o motoqueiro: só tem pressa quando está atrás de nós.Quando está na frente se mete bem no meio da pista e anda devagar. É a Lei de Murphy, que funciona admiravelmente comigo. 

Talvez este seja o meu karma: paciência.... minha cachorrinha já me ensinou bastante. Observo-a quando ela me espera para sairmos a passeio, e fica me olhando com olhos doces, aceitando o tempo que preciso para me ajeitar e pegar as coisas: bolsa, celular, saquinho plástico (para as necessidades dela) e algum documento e dinheiro.

Tenho dois filhos: um é agitado como eu, o outro é tranquilo e tem um ritmo bem diferente do meu. Aprendo com um e observo a agitação do outro. Procuro ficar no meio termo.

Hei de conseguir!!!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

a casa da vovó







Ai, que saudade que eu tenho da minha infância. Tudo aquilo de que sentia falta era percebido de maneira muito sutil, porque na época me era impossivel refletir mais profundamente sobre isso e acabava passando como uma brisa que não chegava a causar grandes danos. E eu ia vivendo os meus dias como podia, aproveitando a natureza que era abundante na casa da minha querida avozinha, por quem ainda choro de saudade. Passava os dias na "floresta", que era um quintal imenso com muitas árvores frutíferas das quais acompanhava o crescimento e as 4 estações. Saboreava seus frutos deliciosos, dentre os quais: abiu (a mais gostosa fruta que já comi), jabuticaba, araçá, goiaba, fruta do conde, amora, mamão, ameixa, morango, etc.

Não vou falar da parte dolorosa de minha infância, pois o sentido desta publicação é talvez uma explicação que acabei de achar para o fato de ter buscado uma cachorrinha. 

Vejo nela minha própria criança. Vejo nela a expressão serena e a impossibilidade de comunicação com palavras de tudo o que gostaria de viver. Procuro adivinhar nessa querida amiguinha os seus mais ínfimos desejos e satisfazê-los na medida do possível. Faço uma ponte que só me faz bem. Vejo-a nos lugares da casa de minha avó, sentadinha nos degraus de uma escada que para mim era meio misteriosa, com acabamento arredondado em cimento rústico, que levava ao andar superior do sobrado, meio alvenaria e meio madeira. 

Não posso voltar à infância, mas posso estudar e resgatar o que passei através dessa cachorrinha, pois ela veio ao meu encontro para buscar um pouco de carinho. Peguei-a com 1 ano e 2 meses, de uma casa onde passou por momentos difíceis, sofrimentos, que a deixaram assustadiça e medrosa. Estou cuidando dela para que perca esse medo e adquira confiança na vida. Ela é minha própria criança muitas vezes abandonada aos próprios pensamentos, às perguntas sem resposta que costumava fazer a mim mesma.

Mas o colo de minha avó, ah, o colo da minha avó era o bálsamo para minhas feridas, principalmente quando ela se punha a contar estórias lindas, as quais  ainda me lembro, que me encantavam os dias e as noites.

Obrigada, querida vovó!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A CIDADELA





Comecei a reler um dos melhores livros que já li em toda a vida: A CIDADELA, de Saint-Exupéry.

Minha mãe e eu tínhamos o mesmo gosto pela leitura e se há um setor em que combinávamos perfeitamente era o da literatura. Seus autores prediletos fui descobrindo aos poucos, incentivada por ela e acabei por elegê-los os meus, também.

Vou transcrever aqui apenas os comentários que ela deixou por escrito, à lápis, nas 3 primeiras folhas do livro.

 Na primeira folha, em branco:  "Este será meu livro de cabeceira, a que sempre recorrerei entre um e outro dos que vou ler futuramente".

Na segunda folha: "Leitura para pessoas de grande poder de introspecção, para pessoas extremamente sensíveis e que conseguem extrair de um tonel de uvas repisadas, um cálice de vinho do mais requintado sabor!"

"Se tua cidade se engalana para as festas, se o raio de sol penetra estuante por tua janela, se enfim houver uma atmosfera de euforia no ar, não abra este livro. Reserva-o para dias outonais, acende uma vela votiva, prepara-te como para um ritual, e aí sim, abre-o e envolve-te nele com o espírito puro e silente, para absorveres todo seu encanto!"

Mais abaixo, ainda na segunda folha:"Por favor, acuse o recebimento para eu ficar tranquila. Thanks."

Na terceira folha: "Prepara-te como se foras entrar num santuário. Para absorver as pequenas grandes sabedorias deste livro precisa-se estar com o espírito puro, desligado das atribuições deste mundo, completamente vazio e apto para se admirar com elas como só uma criança se encanta com as coisas mais pequeninas e ao mesmo tempo maravilhosas a que o adulto já viciado e corrompido não tem a capacidade de "ver"."

Nas páginas 19/20 há um trecho onde o autor coloca a mulher como um ser que deve se dedicar a servir o homem, texto difícil de "engolir" por mulheres como minha mãe (incluo-me nisso) que conviveu com um marido machista ao extremo. Talvez por causa de sua mente avançada para seu tempo, mesmo gostando muito deste livro, ela não deixou de marcar a página com a palavra "machista", referindo-se ao que o autor disse.

O livro está cheio de grifos à lápis nos trechos que a impressionaram pela beleza das palavras ali expostas.
Vou salientar apenas o primeiro texto grifado abaixo, para que vejam a profundidade e beleza das palavras de Saint-Exupéry, que morreu num acidente aéreo antes de terminar de escrever este livro:

"Meditei muito tempo sobre o sentido da paz. A paz tão somente deriva dos filhos paridos, das colheitas arrecadadas, da casa até que enfim arrumada. A paz vem-nos da eternidade, em que ingressam as coisas acabadas, perfeitas. Paz dos celeiros cheios, das ovelhas que dormem, dos lençóis dobrados, paz que apenas da perfeição nasce, paz do que se torna oferenda a Deus, uma vez bem feito."

Este livro tem a tradução de Ruy Bello, EDITORA QUADRANTE, São Paulo e  EDITORA ASTER, Lisboa, composto e impresso em 1969.