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quinta-feira, 13 de junho de 2013

dia de comprar roupinha nova



Perdi uma roupinha da Juju, hoje fui à loja para repor. A mocinha não pode ficar com frio, agora tem duas para troca. Essa ficou um charme. Parece uma jaguatirica... :))

terça-feira, 11 de junho de 2013

minha incapacidade colocada à prova








Tenho que falar com alguém, mas não ouso. Prefiro expor minha falta de preparo aqui, de forma geral, para que muitos (ou mesmo alguns) possam ler e julgar o quanto ainda não estou preparada para a vida.

Acabei de ter uma reação totalmente fora do normal em direção à minha cachorrinha. Sempre sou carinhosa com ela e vice-versa. Mas esqueço-me às vezes, de que ela é apenas um animal. Não tem os mesmos sentimentos que os humanos, embora me pareça que sua doçura e olhar sejam mais verdadeiros do que vejo na maioria dos seres humanos.

Estou sem saber como agir, neste exato momento, depois que houve uma reação totalmente inesperada dela quando fui dar-lhe um abraço e um beijinho no pescoço. Sempre faço carinho nela, passo a mão por suas costas e ela adora. Gosta também que eu coce sua barriguinha. Mas hoje, sei lá o que deu nessa cachorrinha, e ela reagiu avançando num gesto brusco em minha direção (e eu estava no chão junto a ela) como se fosse me dar uma mordida. Não chegou nem a encostar a boca em mim, mas foi um gesto de ataque.

Agora vem a parte com a qual eu terei que lidar e que me é dolorosa. Na hora em que me senti atacada por ela, reagi dando-lhe um tapa na bunda e ela "chorou", e eu ainda falei bem alto : "não me morda mais, não faça mais  isso, você está louca?"

Será que eu vou aguentar esse tipo de surpresa outras vezes? Mesmo vindo de uma cachorra, qualquer agressão ou violência sobre mim provoca um efeito devastador. Chego a reagir com um animal como se ele raciocinasse e soubesse o que está fazendo.

Isso serve para eu avaliar o que a violência passada na infância pode provocar numa pessoa adulta, de repente, quando a um ataque inesperado e inexplicável, eu reajo me defendendo, batendo numa pobre cachorra que nem sabe direito o que está acontecendo.

E eu escrevo agora chorando muito, pois adoro esse animalzinho que veio cair nas minhas mãos sem que eu ao menos sonhasse com isso. Ela me segue por onde eu ando dentro de casa. Se estou na TV, senta-se no sofá (num cantinho que preparei para ela). Se estou na sala do computador, se aninha no chão, numa coberta que deixei preparada. Se vou para o quarto, ela imediatamente corre para sua caminha.

Só que agora acho que ela se assustou mesmo comigo. Estou aqui e ela está no quarto. Desconfio que ficou com medo de mim.

Não sei o que fazer. Qualquer pessoa correria para dar um carinho a ela. Mas preciso de um tempo: para esgotar a raiva que senti de ser agredida e sentir que quando fizer "as pazes" já estarei com outro estado de espírito.

Acho que não sirvo muito para conviver com ninguém, nem com uma cachorra..

P.S. = ela acabou de vir para perto de mim...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

uma cena comum que me trouxe alegria e tristeza....




Hoje, ao chegar no estacionamento do supermercado, após as compras, percebi ao lado do meu carro, uma cena que me chamou a atenção: um pai com sua filha, colocando as compras no carro. Até aí tudo normal, sem novidade. O que me impressionou foi a forma como ele tratava a garota. Com uma atenção e delicadeza marcantes, onde havia um espírito lúdico no diálogo com ela, sempre usando palavras que faziam a menina dar boas risadas, pois o pai imitava talvez algum personagem de algum desenho animado ou programa da TV. Fiquei tão feliz em ver aquela cena que me dirigi a ele e perguntei se era o pai daquela garotinha. Diante da afirmativa dele, eu disse: "curta muito todos os momentos que puder com sua filha. Você não sabe como isso é importante e será mais importante ainda no futuro, quando ela for adulta e se lembrar de você. Eu não tive essa sorte." 
Meu pai sempre foi muito machista e acho que julgava que relacionar-se amorosamente com as filhas e com minha mãe fazia-o menos homem. Isso há 55/60 anos atrás era mais do que comum. Os homens tinham medo de mostrar seu lado afetivo. Achavam que iam perder a autoridade se o fizessem. Resultado: nunca recebi um gesto ou palavra carinhosa dele. O que restou como lembrança? Frustração por não ter tido essa troca tão importante com meus pais (minha mãe também não sabia ser carinhosa com atitudes, mas substituia isso pelo bom trato que dava a nós, filhas, cuidando da alimentação, vestuário, etc.) 
Hoje sou uma pessoa que tenho perfeita consciência do quanto me fez falta o afeto dos pais. Refletiu no meu casamento, que não durou muito (em parte por isso) e nos relacionamentos em geral, por minha absoluta falta de auto-confiança. Só agora, depois de velha, consigo lidar bem com as pessoas, estou bem resolvida depois de muito trabalho interior. Mas a vida é muito curta para se gastar quase toda  reparando danos que nos foram feitos. Sobra pouco tempo para tomarmos posse de nosso ser e viver plenamente, pois vamos ter coragem de lidar com isso quando já é tarde demais...

sexta-feira, 31 de maio de 2013

uma cena cômica









Ontem, já deitada em minha cama, percebi que minha cachorrinha precisava, como de costume, fazer a ronda noturna e explorar o apartamento, antes de dormir. Tem essa mania. Às vezes dá uma "fome noturna" e ela ataca a ração até o último grão, tarde da noite. 

Ouço-a latindo para o quarto onde fica o computador. Não parava de latir, até que levantei-me para ver o que era. Havia deixado a roupa que usei durante o dia, estendida no encosto da cadeira do computador: a calça comprida por baixo e a blusa por cima. E a cadeira do computador ficou longe da mesa, no meio do quarto. Pensei: quem sabe ela confundiu a roupa comigo e deve ter ficado intrigada, pois a essa altura eu havia me duplicado, e a outra de mim estava na cama há alguns segundos atrás.

Não tive dúvidas: de um golpe só arrastei a cadeira de rodinhas para perto da mesa. A cena que se seguiu foi muito engraçada e até agora dou gargalhadas quando me lembro: ela saiu feito um míssil teleguiado, numa velocidade que a fez escorregar no carpete de madeira, pensando sei lá o que, vendo-me empurrar "minha outra pessoa", e ainda mais de um golpe só :)  Não conseguia dormir de tanto dar gargalhadas incontroláveis ao recordar a cena...

Essa cachorra me surpreende a cada dia. Estou vivendo algumas experiências inusitadas com ela!

sábado, 25 de maio de 2013

TERAPIA BREVE

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Dizem que precisamos virar a página para viver a vida no momento presente. Isso é bom. Mas percebi hoje, num breve insight, que não adianta só virar a página. Antes de fazê-lo temos que ter lido e apreendido todo o conteúdo daquela página. Temos que entender o significado de cada frase escrita, refletir sobre o seu significado e nos perguntar se realmente entendemos a mensagem que nos foi passada. Ficaram ressentimentos? Então você não terminou a leitura. Ficaram saudades?  Ainda não pode virar a página. Temos que colocar  óculos que não se vende em lojas, chamado: os óculos do desapego. Esses óculos têm lente de aumento, para que possamos não esquecer de que tudo o que vemos  tem a ver conosco, tudo aconteceu com a nossa pessoa, tem relação à nossa vida pessoal. Não podemos deixar escapar detalhes que não nos agradaram. E aos que nos foram benéficos e prazerosos, podemos dizer adeus sorrindo e agradecendo por esses momentos. Há quem não os tenha tido.. Há quem morreu em idade que não foi suficiente para acumular muitas lembranças, boas ou ruins.

Bem, depois de feito o trabalho de virar realmente a página, podemos fazer dos nossos dias, de cada um deles, uma oportunidade para aprender com o que nos vai acontecendo. Sempre acontecem muitas coisas no intervalo de apenas um dia. Nem que você fique sentado numa sala vazia, sozinho. Há mil coisas acontecendo. Nossa mente é misteriosa e consegue fazer malabarismos.

O que me motivou a escrever isso foi um e-mail que acabei de receber, oferecendo terapia breve, para pessoas que já sabem o que querem discutir em grupo, pois a duração desse curso é de apenas 3 meses e não há tempo para uma psicanálise profunda. É tipo pronto-socorro emocional. Já se foi o tempo em que eu achava isso ótimo. Nunca experimentei, mas achei uma ideia fantástica. É como um caixa eletrônico: em pouco tempo você consegue fazer a operação de depósito ou saque, ou pagamento, sem perder muito tempo nisso. 


Só que aconteceu comigo de ter que buscar dentro de mim o que estava acontecendo para explicar a mim mesma porque me sentia de certa forma. Na época eu não tinha tempo nem dinheiro para gastar em terapias, longas ou breves.  No momento em que tudo ficou claro (já estava tudo aqui, eu só não tinha coragem de encarar) não senti mais necessidade de falar sobre o que me aconteceu e como lidei com o que me aconteceu. Ninguém pode mudar o passado: a responsabilidade foi só minha. 


Hoje posso assegurar a quem quiser que não tenho mais a mínima timidez e medo de pessoas. Lido sem o menor problema com todos os tipos de personalidade. Só me dou o direito de dispensar gente que não me agrada. Acho ótimo que eu consiga ter discernimento e não perca tempo com processos que ao fim e ao cabo chegariam ao ponto de gerar descontentamento. Eu sinto cheiro de encrenca antes que ela vire a esquina e dê de cara comigo!!!




domingo, 12 de maio de 2013

PELOS E CABELOS









A experiência está cada vez mais intensa entre eu e minha cachorrinha. Tenho aprendido mais em 1 mês com ela do que em quase todo o meu tempo de vida antes dela.

Meu filho se queixou de que eu não cuidava com o mesmo zelo da Pipoca, do Pistache e da Puppy, outros fox paulistinhas que tivemos. Na hora não tive resposta, mas agora sei perfeitamente porque: eu tinha dois filhos pequenos para cuidar, mal sobrava tempo para fazer a comida das cachorrinhas, (naquele tempo não havia esse negócio de ração). Viveram 14, 17 anos e uma foi roubada.

Bem, meu destino sempre foi cuidar. Nunca tive uma natureza de abandonar o que cai sob minha responsabilidade. E quando sinto que está faltando algo eu vou atrás e arrumo alguma "sarna para me coçar". Até as plantas me cativam, que dirá um animalzinho que não pede, não exige nada de você, está totalmente dependente de suas escolhas sobre como tratá-lo, oferecer-lhe conforto, não deixar faltar-lhe água e ração (agora a moda é ração, então vamos lá, pois já peguei a Juju com 1 ano e 2 meses, acostumada assim). 

A cada dia me surpreendo com algo diferente nessa cachorrinha, que mais parece minha mestra espiritual! Ela se comunica comigo de várias formas. Aos poucos estou aprendendo sua linguagem. Não quero treiná-la para nada. Não farei com ela o que não gostaria que fizessem comigo. Esse negócio de treinar para dar a patinha, estou fora! Quero-a livre justamente para poder conhecê-la bem.

Não digo que não perdi uma certa liberdade, mas para falar a verdade, não fazia grande coisa com essa tal de liberdade. Tinha até uma leve depressão na parte da manhã, que sumiu misteriosamente depois que a Juju chegou aqui em casa. Ela é lindinha, mas muito medrosa e assustada. Na rua tenho que ter paciência para esperar por ela, quando cisma de "empacar" como um burro teimoso. Às vezes sei o motivo: algum cachorro grande por perto. Outras vezes não sei o que poderia deixá-la paralisada de medo ou seja lá do que...ainda terei muito que aprender. Respeito seu ritmo, pois o meu sempre foi de caminhar ao lado de alguém. Como não havia alguém sob meus cuidados, meus passos andavam meio sem ritmo, e sem ritmo andava minha mente, que insistia em pensar demais. 

Hoje ao olhar para ela e ver dois olhinhos lindos, cor de mel, brilhantes, olhando diretamente nos meus olhos, chego a chorar por sentir que ao menos uma vez na vida tenho alguém que me quer bem (filhos à parte, claro!). 

Limpando o chão hoje cedo reparei que agora junto aos fios de cabelo de quem digita há os pelos de quem me acompanha!

sábado, 27 de abril de 2013

Like Maxine

Today I realized that my ideal old age way of life is to be like Maxine and also could see that I am a few steps to get there. Just compare this image to the previous post...