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sábado, 27 de abril de 2013

Like Maxine

Today I realized that my ideal old age way of life is to be like Maxine and also could see that I am a few steps to get there. Just compare this image to the previous post...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

em boa companhia...


A Juju é uma cachorrinha que chegou na hora certa. Sua companhia me fez muito bem. Claro que na vida tudo é uma questão de troca: tenho tido uma canseira de fazer o necessário para que ela se sinta menos estressada, pois veio de uma casa com quintal, crianças e outros cachorros. Agora vive num apartamento, só comigo. Então sinto que o mínimo que posso fazer por ela é dar passeios  perto de onde moro. Mas a hora de acordar é ela quem determina. Parece que ganhei um bebê novamente... :) Adeus dormir até tarde...

Em troca ela me dá a sensação de que sou querida, importante. Percebo como ela me defende das outras pessoas. É um anjo de 4 patas!

terça-feira, 23 de abril de 2013

ALTERAÇÃO DA ROTINA




Cada vez mais percebo que não posso dizer que nunca farei isso ou aquilo, que seria incapaz de viver assim ou asssado, que não me sujeitaria a essa ou aquela situação. Tenho vivido situações totalmente opostas àquilo que jurava ser a única coisa de que eu gostava. Tenho passado por experiências que num passado recente achei que seria totalmente impossível suportar. Abrir mão de meu conforto, mudar minha rotina, nem pensar... e no entanto tudo isso veio terra abaixo. 

Mas o interessante da coisa é que nada do que estou vivendo agora me faz infeliz. Apenas estou experimentando um lado da vida que não estava no programa. E esse "pacote" novo que se instalou na minha rotina tem o lado compensatório. Estou mais leve, me relaciono mais com pessoas, e as pessoas parecem mais propensas a dialogar comigo. 

Não acredito em amizades a toda prova, isso não existe. Mas estou achando ótimo que existam gentileza, camaradagem, boas intenções e cordialidade. Isso já é uma prenda.

Quem me ajudou a conseguir isso? Não dêem risada. Vocês não vão acreditar. Mas foi uma cachorrinha, que está há uma semana comigo. Já provocou uma revolução em minha vida. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A ALEGRIA DE COMPARTILHAR O SILÊNCIO





A experiência de morar sozinha ao menos para mim é muito boa, pois aprendi  que sem amor verdadeiro entre um casal  é quase impossível compartilhar sem abrir mão da qualidade de vida. Gostamos cada um de certas coisas e é difícil encontrar quem nos compreenda e nos respeite em nossas escolhas de como viver nosso dia-a-dia.

Por essas e outras, a essa altura da vida, optei pela companhia de uma cachorrinha. Acho que nunca estive tão feliz com um ser vivo morando comigo. É um carinho só. Parece minha sombra, ainda meio sem saber em que planeta está (pois saiu de uma casa onde havia crianças e outros cachorros e se meteu em um apartamento com carpete de madeira).

Que delícia assistir ao jornal na TV com um ser aconchegante e quentinho ao meu lado, que gosta de companhia e não exige nada em troca.

Ela tem um local improvisado (mas bem quentinho) para dormir no chão do meu quarto. Esta noite deitamos, cada uma em seu leito, e ela logo se acomodou na cobertinha. Ao vê-la ali tão silenciosa,  ficamos num diálogo mudo, enquanto não vinha o sono. Eu podia sentir as palavras não ditas que haviam em nosso diálogo mudo. Veio-me ao pensamento que na maioria das vezes as palavras são supérfluas e desnecessárias. Ontem o silencio entre eu e minha cachorrinha foi mais rico do que qualquer diálogo. Fez com que eu pensasse sobre  o mundo dos bichos de forma que nunca havia pensado antes. Eles vivem tão bem sem tagarelar....


sábado, 13 de abril de 2013

morar dentro do coração depende só de nós!


Resultado de imagem para dentro do coração


Cada vez mais encontro grandes alegrias nas pequenas coisas.
Quero lhes falar sobre fatos corriqueiros, mas que por terem sido vivenciados com a máxima atenção, acabaram por se tornar verdadeiros mestres para os meus dias.

Vou explicar melhor descrevendo o que poderia ilustrar o que digo acima.
Estou gripada (gripe que avalio como sendo causada por um estresse pós-operatório, pois operei a catarata nos dois olhos há 2 semanas). Nesses dias não tenho tido muito apetite, muito menos disposição para sair e fazer compras ou preparar refeições. Acabei juntando as poucas energias e comprei dois pedaços de frango assado no supermercado mais próximo. Não têm gosto. E não por causa de eu ter perdido o paladar, pois raramente perco o sentido do paladar durante uma gripe. 

Disse tudo isso para chegar a uma questão mais importante, muito relevante para mim. O "saber se tratar bem". Quando somos crianças, há quem faça isso por nós, se tivermos sorte de nascer em uma família amorosa. Eu tive quem cuidou de que as coisas funcionassem  mais ou menos como eu precisava. Mas mesmo assim senti que alguma carência ficou no passado e que cisma de vir à tona algumas vezes. E chegou hoje no momento em que fazia meu prato, na hora do almoço. Cortei o frango, desossei-o, piquei-o  em pequenos pedaços  e coloquei-os ao lado do macarrão, como se faz para uma criancinha comer. Senti que estava "cuidando de mim" porque em algum momento do passado houve um "gap" e hoje isso se revelou. Não culpo ninguém. Tive muito mais que muitas crianças tiveram. Aliás, o tema "criança" é o que mais mexe comigo. Não consigo ver ou saber de uma criancinha sofrendo alguma coisa. Fico desorientada e deprimida.

Então eu quis acreditar hoje, que dá para recuperar alguma coisa que ficou faltando no passado, mas que isso necessariamente não depende dos outros para ser realizado. Você mesma pode fazer uma auto cura, trazendo aos poucos as situações em que pode cobrir com carinho as rachaduras, as brechas que ficaram guardadas na casa da infância. 

Se tiver sorte como eu tive hoje, acredito que dá para fechar as pequenas fendas que vão se revelando, pintar a nova casa e morar num lugar mais aconchegante dentro do seu coração.

sexta-feira, 8 de março de 2013

QUERO TER UM CACHORRINHO






Preciso fazer uma cirurgia mas já tenho um plano para logo depois: quero ter um cachorrinho. Preciso fechar uma porta e abrir outra. Quero um cachorrinho pequeno, que não sofra por morar em apartamento. Pretendo dar longos passeios com ele aqui pelo calçadão em frente ao prédio e assim ambos estaremos nos exercitando na companhia um do outro. Pareço criança de tanta alegria em saber que decidi isso e que isso me dá uma certa felicidade que eu não suspeitava existir. Nem a cirurgia está em foco,embora seja delicada. Não vejo a hora de ter um cachorrinho! 

Em tempo: talvez isso se explique porque ainda não tenho netos. Mas resolvi que não vou contar com o ovo no ...da galinha. Trato minhas carências sem cobrar nada de ninguém. Ao contrário, vou pagar por elas, pois os preços dos cachorrinhos não são tão doces como eles!

terça-feira, 5 de março de 2013

Fernando Pessoa (1930) (dos meus guardados)










Desconheço em que livro está o texto abaixo, pois lá se vão 32 anos desde que o guardei em minha "caixa de tesouros".(*)


"Há uma erudição do conhecimento, que é propriamente o que se chama erudição, e há uma erudição do entendimento, que é o que se chama cultura. Mas há também uma erudição da sensibilidade. A erudição da sensibilidade nada tem a ver com a experiência da vida. A experiência da vida nada ensina, como a história nada informa. A verdadeira experiência consiste em restringir o contato com a realidade e aumentar a análise desse contato. Assim a sensibilidade se alarga e aprofunda, porque em nós está tudo:basta que o procuremos e o saibamos procurar".



(*)Acabei de encontrar a fonte do texto acima em um jornal chamado FOLHETIM, datado de 9 de junho de 1985, cujo texto assinado por Décio Pignatari é entitulado "FERNANDO PESSOA, O CATA-CORPO". 
sub-título: Quando Fernando Pessoa, pela boca do seu sonolento heterônimo e pós-anão Bernardo Soares, estabelecia as diferenças entre a erudição do conhecimento, entendimento e sensibilidade, não proclamava senão abobrinhas dignas de um guru moderno.

Ao final do texto Pignatari ainda acrescenta de cunho próprio: "Tais abobrinhas parecem calhar melhor na boca de um guru hodierno do que num Fernando Pessoa de 1930, com seus psiquismos subjetivistas de insone sonolento. Não à toa Bernardo Soares era um quase-heterônimo que pintava quando o poeta tinha sono. Aqui não se sabe quem roubava o corpo e a alma de quem."