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sábado, 10 de novembro de 2012

FINAL DOS TEMPOS ou COMO COZINHAR CARANGUEJOS


O mundo está ficando tão moderno que eu não consigo acompanhar o ritmo e entender porque é preciso tanta coisa de menor importância. Ao mesmo tempo percebo que pode ser para as indústrias faturarem mais às nossas custas. Agora na TV deu a notícia de que inventaram uma roupa que dá sinais quando o bebê está desconfortável. Não dá para acreditar que chegamos a esse ponto! Fica tudo meio robotizado, tudo por conta da tecnologia, quando o que um bebê mais precisa é do carinho e abraço da mãe. A ausência da mãe está começando a ser substituída pela roupa que "dá sinais", isso para mim é o final dos tempos. A não ser que os bebês já estejam nascendo sem a primordial necessidade de serem acarinhados, abraçados, não consigo entender a que o ser humano está se reduzindo: a um robô. E a robô-mãe deve estar saltitando no serviço para dar conta do recado, pois ao chegar em casa há mais serviço esperando. Por maiores que sejam as modernidades tecnológicas, ainda há muito o que fazer usando o trabalho braçal em casa. E principalmente no Brasil, também há uma resistência por parte dos homens a dividirem 1/2 a 1/2 as tarefas. Geralmente eles conseguem um tempo de relax que já está sub-entendido desde o término da lua de mel e início da rotina de casados. Culpa de quem? De ninguém. Há uma força coletiva muito poderosa que não deixa de atuar e infelizmente está desumanizando o ser humano aos poucos. 

É como fazem ao cozinhar caranguejo. Colocam o bicho em um caldeirão de água fria, acendem o fogo e aos poucos - bem aos poucos - ele vai ficando vermelho e quando se vê já está cozido e mortinho da silva. Tudo muito sutil...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

SERÁ QUE O FACE BOOK ESTRAGOU TAMBÉM COM AS AMIZADES ?

Agora mesmo fui conferir se meu telefone está com linha. É incrível como recebo pouquíssimas ligações. Aqui não incluo meus filhos, que além da presença física algumas vezes na semana, também telefonam para saber se está tudo bem.

Estou me referindo às "amigas". Ah! isso é um caso à parte, que daria bela dissertação. Mas não vou usar o espaço para grandes filosofias. Há algum tempo decidi esperar ser procurada, e já comentei aqui no blog esse fato. É que era sempre eu que ligava para saber notícias, bater um papo, saber se as coisas estavam bem, etc. Tive zero de retorno depois que resolvi parar de tomar a iniciativa.

O mais estranho é agora que mudei-me para novo endereço e mandei um email com  rua, número, bairro, enfim, tudo explicado e convidando para darem um pulo aqui e tomarem um café comigo, embora as coisas ainda não estivessem arrumadas como eu gostaria. Bem, até agora NADA!. Uma delas ameaçou, mas encontrando-se comigo um dia disse que não achou a rua.Isso que ela mora na cidade desde que nasceu e a rua onde estou agora é super conhecida no bairro. A outra nem por curiosidade deu um alô ou um pulinho até aqui. Sabe o que acho? As amizades estão sofrendo da síndrome do face book.Tudo pode ser resolvido superficialmente, para que cultivar sentimentos mais profundos se a um toque do dedo sabemos de todas as futilidades que andam acontecendo, qual o esmalte da moda, qual o cachorrinho "mais fofinho", qual o site de auto-ajuda mais "espetacular"... 

Não sei se eu sou lúcida demais, pois vejo as coisas como são e não fico ofendida nem magoada. Apenas constato, para uma finalidade que ao final das contas, vai servir melhor a mim que aos outros. Não ter expectativa alguma sobre nada ou ninguém, mas também não eleger mais ninguém como AMIGA VERDADEIRA. Isso de amizade é relativo. Acho que as duas mais chegadas a mim,que ainda não vieram conhecer a "new residence", estão esperando meu aniversário para aparecer e comer a famosa torta de nozes que sempre acabo fazendo nesse dia. Só que dessa vez o plano será outro.

Quem vier vai ter que dar meia volta e passar na doceria, mas torta igual àquela não vão encontrar, tenho certeza! Olha a foto dela aí.





sábado, 20 de outubro de 2012

A ALMA DAS COISAS






O que será essa sensação de que as coisas, depois de algum tempo comigo, podem ter criado uma alminha? Sinto gratidão por terem me servido por tanto tempo, que na hora de ter que me desfazer delas penso que seria necessário um ritual de agradecimento por terem me feito companhia.
Não pensem que sou como os "acumuladores" de um programa de TV, que vão juntando coisas a ponto de não terem lugar por onde transitarem dentro de suas casas. Ao contrário: sou do tipo que gosta de tudo "clean", quanto menos tranqueira, melhor.

Acontece que dentro de alguns dias vou mudar de apartamento e já comecei a encaixar as coisas. Podia pegar 50% do que tenho e simplesmente jogar no lixo, pois adoro ter poucas coisas, mas detesto precisar de uma chave de fenda, por exemplo, e ter que sair correndo para comprar uma de última hora.

Como decidir se uma coisa está velha e precisa ser substituída, se ela ainda me serve tão bem? Resolvi telefonar para uma entidade assistencial e sem pensar muito avisei que vou doar um dos meus sofás (o maior) e uma estante de PC dos primórdios da Evolukit.

Será que um pouco da energia da gente não fica impregnada nessas coisas que nos acompanham e essa é a razão por achar estúpido simplesmente descartar tudo o que está ficando velho?

 A verdade é que não sei decidir quando uma coisa está velha, já que sou cuidadosa e a conservo em perfeito estado. Não sou, decididamente, consumista. Acho insano ir trocando 6 por 1/2 dúzia só porque é mais "moderninho". E ao mesmo tempo invejo quem não tem o mínimo escrúpulo em se desfazer de toneladas de tranqueiras.

Meu apartamento é pequeno, tenho o mínimo de móveis mas há coisas que me incomodam e que estão me deixando biruta nesses dias. Vou ter que me desfazer de meus LP's que amo, mas para ouvi-los precisaria comprar um toca-discos. Talvez o faça. Os livros estão todos garantidos de me acompanharem até meus últimos dias. Esses são seres sagrados, nem se discute sobre doá-los ou vendê-los. Seria um crime cruel demais.

Mas o que dizer de uma lixeirinha de pia que está perfeita, e só porque a vejo todos os dias enjoei e quero comprar outra? Lá se vai mais lixo reciclável para poluir ainda mais o paneta.

Bem, esse papo ainda iria longe, mas vou ficar por aqui, pois preciso caminhar e ao mesmo tempo refletir mais sobre a "alma das coisas"... 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

minha montanha russa








Ultimamente estou numa montanha russa em câmera lenta (se é que dá para entender o que quero dizer). Na parte da manhã a cadeirinha me leva para baixo. Começa essa jornada assim que tiro os pés da cama e os coloco no chão. Na parte da tarde ela já engata outra marcha e começa a subir (tudo em câmara lenta, que é pra deixar bem claro que não estão incluídas emoções fortes, como euforia ou medo).O máximo que acontece é um marejamento nos olhos, já que estou numa fase de sensibilidade à flor da pele, pronta para trabalhar em qualquer novela onde não seria problema algum chorar na hora em que fosse necessário.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

BONITINHA DE LONGE...









Cansada de ficar em casa nos finais de semana e feriados por falta de programas agradáveis na cidade onde moro, por sugestão de alguém resolvi dar um "rolê" na av. Paulista. Pegaria o trem, desceria na estação Tamanduateí e em seguida o metrô para a estação Trianon-Masp.
Saí de casa e fui a pé até a estação do trem, logo depois do café da manhã. Ao chegar ao meu destino já senti que o programa estava condenado ao fracasso. Não sei se só eu tenho essa impressão, mas a av. Paulista me pareceu em estado de decomposição. Suja, feia, relaxada...
As pessoas que passeavam pelas calçadas (afinal hoje é feriado) não conseguiam desacelerar o passo apressado que costumam usar nos dias úteis. Acho que já não sabem relaxar. Não se lembram do que significa a palavra "passear". Vi muitos casais, o desfile de gays era notório, e as poucas pessoas que estavam sozinhas não desgrudavam do celular. Acredito que mais de 50% dos jovens estavam conectados com o celular, nem olhavam para os lados, seguiam de cabeça baixa falando sozinhos (quer dizer, com alguém na linha). Senti claramente que cada um está no seu mundo fechado, não existe uma centelha de compartilhamento, solidariedade, enfim, se alguém caísse morto na calçada, talvez muitos seguissem seu caminho sem olhar para trás. A av.Paulista está decadente, feia, inóspita, e posso elegê-la um dos lugares mais desagradáveis para lazer. A fila do MASP para ver as obras de Caravaggio parecia uma sucuri humana, no mínimo 200 m e as pessoas parece que não se importam de passar horas esperando sua vez. Gente, o que é isso? Procurei o que queria, não achei e decidi voltar para casa a tempo de almoçar no refrescante e aconchegante pequeno apartamento onde moro.
 Av. Paulista, NUNCA MAIS!!!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sonho com monges










      Sonhei muito essa noite. Apenas uma fração desse sonho, cheio de histórias diferentes, quero deixar registrada aqui, pois é a parte que ficou nítida na minha memória depois que acordei:
      eu morava numa casa onde havia, num quarto, uma pequena caixa de papelão, (parecida a uma caixa de sapatos) com 8 monges pequenos dentro. Eles eram feitos de gesso pintado de cor parda, imitando o tom de pele dos indianos, todos carecas, e logo abaixo do pescoço sua indumentária era de um pano macio, de flanela cor de rosa queimado, quase um tom de ocre. Percebia que eram usados para teatro de fantoches, em festas infantis. O mais interessante é que tinham vida. Por uma razão que não me lembro, tive que me ausentar por muito tempo e deixei os monges em sua caixinha, no quarto. Quando voltei e abri a porta, senti que estavam todos mortos, pois em vez de estarem de pé como antes, estavam deitados uns perto dos outros, já que não havia espaço suficiente na caixinha para que não se amontoassem. A surpresa foi que, quando eu entrei para ver os meus monges queridos, senti um pânico por vê-los mortos , mas ao mesmo tempo percebi que aos poucos eles foram se levantando, como que voltando à vida e isso me deixou em estado de grande alegria, uma alegria indescritível!

      Alguém sabe analisar sonhos? Eu não tenho ideia do que este pode representar.




sábado, 1 de setembro de 2012

O mar, a areia, o sol, o céu, a brisa, a maresia...



(do blog: no vazio da onda)

Estou precisando urgentemente do mar. Sentir o cheiro da maresia, pisar na areia, receber o spray das ondas no rosto, tudo isso me faz um bem enorme. Sou santista, não nego. Minha energia vem do mar e eu tenho sido omissa em me dar mais vezes esse presente tão generoso da natureza. E dizer que vou a Santos ao menos uma vez por mês e nem sempre vejo a cor do mar...  minha missão é outra, bem diferente: fazer companhia a uma tia idosa que fica feliz com minha presença, como criança quando ganha brinquedo novo.