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sábado, 11 de fevereiro de 2012


 
 Solitary Traveler - Nicholas Roerich (tela de)

Acabei de chegar de um lugar que evito frequentar, mas que a essa hora era a única alternativa para arriscar o jogo da mega sena.
Ao entrar em casa, ainda sob efeito da muvuca dos lugares muito frequentados, respirei fundo e abençoei a paz doméstica. Adoro chegar em casa. Nunca me sinto desconfortável dentro do silêncio. Mas queria falar sobre outra coisa, uma impressão que me chegou depois desse contraste entre a balbúrdia e o silêncio.

Sem pretensão de ser dona da verdade, acredito que temos apenas as experiências que precisamos. Ou nos servem como aprendizado, ou para  que possamos transmitir algo. Talvez façam parte do nosso processo evolutivo e interagir com as pessoas é condição necessária ao processo. Para quem já dobrou o Cabo da Boa Esperança e aprendeu a não esperar por esse ou aquele acontecimento, perceber que os relacionamentos escasseiam leva-me a algumas reflexões. Será que estou usufruindo de "férias cósmicas", dado que já me foi oferecida uma dose relativamente alta de desafios junto "ao outro" e agora estou em descanso, ou é esse  o desafio maior: procurar dentro de mim mesma a mais abençoada de todas as experiências: conhecer a verdadeira natureza da alma que me habita.
Lembro-me que desde muito criança, gostava de refletir sobre tudo. Precisava de um certo recolhimento para isso, o que mais tarde gerou problemas em família. Meu avô, o único que me compreendia, chamava-me de "anacoreta", e tive que consultar o dicionário para saber o significado de palavra tão estranha.

Com o tempo vamos nos conhecendo melhor e sabendo a que altura podemos voar. Quais as características de vôo que podemos encarar sem gerar grandes estragos. Não tenho o menor pudor em mostrar minha cara, como ela está agora: não faço concessões apenas para "não ficar chato". Preciso ter todo o meu ser presente na atividade que esteja praticando no momento, e aí sim, posso compartilhar seja o que for. Mas não venham me enfiar goela abaixo coisas que já não me fascinam, apenas para preencherem seu tempo com amenidades. Estou fora disso. Meu tempo está cada vez mais escasso e mais precioso!



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

MEUS AMIGOS, OS LIVROS!

Quando não há UM SÓ programa na TV que interessa, nada como ter um livro recém chegado, de um escritor que eu gosto muito, Vergílio Ferreira. O livro chama-se Até ao Fim. Vou aninhar-me e viajar por suas páginas. Abençoado o dia em que minha mãe incentivou-me na leitura, aos 6 anos de idade. Desde então não encontrei ainda melhores amigos do que alguns escritores queridos, que me fazem companhia quando necessito deles!





imagem: daqui

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Futurologia

Do jeito como andam as coisas dá pra sentir que o futuro parece mais próximo agora do que antes. Percebe-se que o que vem pela frente não é nada fácil de se elaborar. Hoje em dia é possivel a qualquer um arriscar-se a futurólogo, sente-se que estamos penetrando no futuro como se tivéssemos dons especiais. Mas não é isso. É que as evidências são tantas e tão fortes que chegam a invadir o presente, por não caberem no tempo que virá. O futuro, como um doente que não se contém em seu leito, precisa invadir o agora, como um intruso indesejado, para mostrar sua cara insana a todos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

PRECOCIDADE





A certa idade, que varia segundo as pessoas mas que se situa por volta dos quarenta, a vida começa a parecer-nos insípida, lenta, estéril, sem atractivos, repetitiva, como se cada dia não fosse senão o plágio do anterior. Algo em nós se apaga: entusiasmo, energia, capacidade de fazer planos, espírito de aventura ou simplesmente apetite de prazer, de invenção ou de risco. É o momento de fazer uma paragem, reconsiderar a vida sob todos os seus aspectos e tentar tirar partido das suas fraquezas. Momento de suprema eleição, pois trata-se, na realidade, de escolher entre a sabedoria e a estupidez.

Julio Ramón Ribeyro, in Prosas Apátridas, trad. Tiago Szabo, Edições Ahab, Abril de 2011, p. 67.
 

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sábado, 31 de dezembro de 2011

THE PLEASURE OF TRANSCENDING REALITY

Curling up with a book and a cup of tea is one of the simplest ways we can remove ourselves from the confines of reality in order to immerse ourselves in the drama and intrigue of the unfamiliar.







from: DailyOn daily messages

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

SONHOS E MAIS SONHOS

Resultado de imagem para sonhos


                                                                           (imagem da internet)






Sonhos e mais sonhos. Por não ser uma pessoa que vivo sonhando acordada, meus sonhos enquanto dormindo têm sido constantes.
Essa noite sonhei dois episódios curtos e distintos:
1) 3 mulheres loiras jovens, vestidas como paraquedistas, no telhado da casa onde morei por 20 anos em Santos, tinham intenção de rolar telhado abaixo. Eu, no terraço dos fundos da casa, percebia a intenção delas e fiquei com medo que morressem na queda, pois a altura não era suficiente para que os para-quedas se abrissem. Começaram a rolar, nesse momento a altura da casa ficou maior, digamos a de um prédio de 3 andares, e eis que elas vêem rolando telhado abaixo e caem no quintal do vizinho. As 3 sobreviveram sem ferimentos, demorando um pouco para se movimentar, mas aparentemente sem lesão alguma.
2) Um segundo antes de acordar sonhei que foi deflagrada guerra nos países árabes, numa dimensão assustadora.

Nem Freud explica...

imagem: www.photo.net.com


domingo, 25 de dezembro de 2011

SENTIMENTOS DE FINAL DE ANO...

Nostalgia é a angústia com uma gota de mel. Não sei qual das duas é pior!




imagem: photo.net.com