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terça-feira, 21 de junho de 2011

foto para a Karen


Depois de alguma briga consegui me entender. Mando uma lagarta da Alice para a sua coleção de insetos. O site é muito legal, vc pode escolher as fotos que quer ver clicando no gallery tags. Veja a foto aqui .

Beijos e obrigadíssima.
Sônia



 

domingo, 19 de junho de 2011

CONCHAS


Coleção de conchas da minha mãe. Colhidas em Angra dos Reis e Itanhaém. Hoje, 35 anos depois, se encontrarmos por lá algumas pedrinhas simpáticas, temos que nos dar por felizes!


quinta-feira, 16 de junho de 2011


Descobri minha missão depois dos 60 anos. Agora tudo ficou mais fácil de se aceitar e entender. Sei exatamente para que fim estou nesta vida. Só posso dizer que nem de longe foi isso o que passou perto de meus anseios da juventude. Mas hoje não troco essa missão por nada. Todo o resto foi perdendo a cor, o sabor e a nitidez. Não invejo a vida de quem quer que seja, nem de leve. E acabei por perceber que no final das contas viver minha missão era o que eu sabia fazer de melhor!!!

quarta-feira, 15 de junho de 2011






Estava eu sentado, perto do mar, a ouvir com pouca atenção um amigo meu que falava arrebatadamente de um assunto qualquer, que me era apenas fastidioso. Sem ter consciência disso, pus-me a olhar para uma pequena quantidade de areia que entretanto apanhara com a mão; de súbito vi a beleza requintada de cada um daqueles pequenos grãos; apercebia-me de que cada pequena partícula, em vez de ser desinteressante, era feito de acordo com um padrão geométrico perfeito, com ângulos bem definidos, cada um deles dardejando uma luz intensa; cada um daqueles pequenos cristais tinha o brilho de um arco-íris... Os raios atravessavam-se uns aos outros, constituindo pequenos padrões, duma beleza tal que me deixava sem respiração... Foi então que, subitamente, a minha consciência como que se iluminou por dentro e percebi, duma forma viva, que todo o universo é feito de partículas de material, partículas que por mais desinteressantes ou desprovidas de vida que possam parecer, nunca deixam de estar carregadas daquela beleza intensa e vital. Durante um segundo ou dois, o mundo pareceu-me uma chama de glória. E uma vez extinta essa chama, ficou-me qualquer coisa que junca mais esqueci que me faz pensar constantemente na beleza que encerra cada um dos mais ínfimos fragmentos de matéria à nossa volta.



Aldous Huxley

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

PEQUENA HOMENAGEM A LEONARD COHEN

Literatura: Leonard Cohen vence Prémio Príncipe das Astúrias das …


Oviedo, Espanha, 01 jun (Lusa) – O músico e poeta canadiano Leonard Cohen venceu o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras de 2011, foi hoje anunciado em Oviedo, Espanha.

Leonard Cohen era um dos finalistas ao galardão, ao lado da escritora canadiana Alice Munro e do romancista inglês Ian McEwan.


http://www.youtube.com/watch?v=Ki9xcDs9jRk&feature=youtu.be

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A CRIANÇA QUE FUI

« Por detrás de uma ideia aparentemente simples


A criança que fui



Por Fundação José Saramago


Quero é recuperar, saber, reinventar a criança que eu fui. Pode parecer uma coisa um pouco tonta: um senhor nesta idade estar a pensar na criança que foi. Mas eu acho que o pai da pessoa que eu sou é essa criança que eu fui. Há o pai biológico, e a mãe biológica, mas eu diria que o pai espiritual do homem que sou é a criança que fui.


Público, Lisboa, 14 de Outubro de 1998
In José Saramago nas Suas Palavras


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sábado, 14 de maio de 2011

A SATURAÇÃO DA SERVIDÃO

Agustina Bessa-Luís Portugal


Hoje estão em causa, não as paradas, que é tudo em que as multidões são adestradas, ou a guerra, a que se convidam; está em causa toda uma dinâmica nova para criar o habitat duma humanidade que atingiu a saturação da servidão, depois de há milénios ter dado o passo da reflexão. As pessoas interrogam-se em tudo quanto vivem. A saturação da servidão não é uma revolta; é um sentimento de desapego imenso quanto aos princípios que amaram, os deuses a que se curvaram, os homens que exaltaram. (...) Mas foi crescendo a saturação da servidão, porque a alma humana cresceu também, tornou-se capaz de ser amada espontaneamente; tudo o que servimos era o intermediário do nosso amor pelo que em absoluto nós somos. Serviram-se valores porque neles se representava a aparência duma qualidade, como a beleza, o saber, a força; esses valores estão agora saturados, demolidos pela revelação da verdade de que tudo é concedido ao corpo moral da humanidade e não ao seu executor.

Um grande terror sucede à saturação da servidão. Receamos essa motivação nova que é a nossa vontade, a nossa fé sem justificação a não ser estarmos presentes num imenso espaço que não é povoado pela mitologia de coisa alguma. Somos novos na nossa velha aspiração: a liberdade é doce para os que a esperam; quando ela for um facto para toda a gente, damos-lhe outro nome.



Agustina Bessa-Luís, in 'Dicionário Imperfeito'

Tema(s): Servidão Ler outros pensamentos de Agustina Bessa-Luís
 
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