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quinta-feira, 2 de junho de 2011

PEQUENA HOMENAGEM A LEONARD COHEN

Literatura: Leonard Cohen vence Prémio Príncipe das Astúrias das …


Oviedo, Espanha, 01 jun (Lusa) – O músico e poeta canadiano Leonard Cohen venceu o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras de 2011, foi hoje anunciado em Oviedo, Espanha.

Leonard Cohen era um dos finalistas ao galardão, ao lado da escritora canadiana Alice Munro e do romancista inglês Ian McEwan.


http://www.youtube.com/watch?v=Ki9xcDs9jRk&feature=youtu.be

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A CRIANÇA QUE FUI

« Por detrás de uma ideia aparentemente simples


A criança que fui



Por Fundação José Saramago


Quero é recuperar, saber, reinventar a criança que eu fui. Pode parecer uma coisa um pouco tonta: um senhor nesta idade estar a pensar na criança que foi. Mas eu acho que o pai da pessoa que eu sou é essa criança que eu fui. Há o pai biológico, e a mãe biológica, mas eu diria que o pai espiritual do homem que sou é a criança que fui.


Público, Lisboa, 14 de Outubro de 1998
In José Saramago nas Suas Palavras


http://caderno.josesaramago.org/feed/








sábado, 14 de maio de 2011

A SATURAÇÃO DA SERVIDÃO

Agustina Bessa-Luís Portugal


Hoje estão em causa, não as paradas, que é tudo em que as multidões são adestradas, ou a guerra, a que se convidam; está em causa toda uma dinâmica nova para criar o habitat duma humanidade que atingiu a saturação da servidão, depois de há milénios ter dado o passo da reflexão. As pessoas interrogam-se em tudo quanto vivem. A saturação da servidão não é uma revolta; é um sentimento de desapego imenso quanto aos princípios que amaram, os deuses a que se curvaram, os homens que exaltaram. (...) Mas foi crescendo a saturação da servidão, porque a alma humana cresceu também, tornou-se capaz de ser amada espontaneamente; tudo o que servimos era o intermediário do nosso amor pelo que em absoluto nós somos. Serviram-se valores porque neles se representava a aparência duma qualidade, como a beleza, o saber, a força; esses valores estão agora saturados, demolidos pela revelação da verdade de que tudo é concedido ao corpo moral da humanidade e não ao seu executor.

Um grande terror sucede à saturação da servidão. Receamos essa motivação nova que é a nossa vontade, a nossa fé sem justificação a não ser estarmos presentes num imenso espaço que não é povoado pela mitologia de coisa alguma. Somos novos na nossa velha aspiração: a liberdade é doce para os que a esperam; quando ela for um facto para toda a gente, damos-lhe outro nome.



Agustina Bessa-Luís, in 'Dicionário Imperfeito'

Tema(s): Servidão Ler outros pensamentos de Agustina Bessa-Luís
 
http://www.citador.pt/

sexta-feira, 6 de maio de 2011

FERNANDO PESSOA

[...5 de Maio - Dia Internacional da Língua Portuguesa]
 
 
http://havidaemmarta.blogspot.com/2011/05/hoje.html




segunda-feira, 2 de maio de 2011

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

A respeito da morte de Osama Bin Laden, desde ontem à noite até agora, ainda não ouvi a importante pergunta que ficou faltando. Incrível como nenhum repórter, nenhum comentarista de TV ou do rádio, ninguém no rádio ou jornal perguntou: POR QUE NÃO MOSTRAM A FOTO DO HOMEM MORTO? CADÊ A FOTO DO OSAMA MORTO?

Se alguém puder me responder porque não houve uma pessoa que fizesse essa pergunta na Globonews, na Rede Globo,  pra não dizer em todas as outras estações, será que não passou pela cabeça de ninguém fazer a pergunta?

O que acontece com essa gente??????????

sábado, 23 de abril de 2011

ABDICAÇÃO - F. Pessoa





Estou com a energia baixa, desde cedo. Não dormi mais que 3 horas a noite passada e acordei achando que precisava caminhar um pouco, como faço diariamente. Sem sucesso, voltei para casa, com poucas forças. Decidi deitar-me e pegar o livro do Pessoa, uma edição de 1990, Obra em Prosa, que ganhei de uma amiga, juntamente com o outro volume (ambos encadernados), Obra Poética, de 1972. Verdadeiras preciosidades que eu cobiçava e não conseguia encontrar em canto algum. Eis que num determinado dia, há poucos meses, minha amiga chega com os dois volumes, dizendo que era um presente. Eu fiquei paralizada, nem conseguia sentir a emoção toda de uma vez. Agora ela vem se manifestando aos poucos, a cada vez que tomo um dos volumes e começo a ler.
Vou compartilhar uma poesia logo nas primeiras páginas de Obra em Prosa, com o nome no título do post, escrita por F.Pessoa num dia em que ameaçava tempestade, e por ter tido ele fobia das trovoadas, apressou o passo para chegar a casa e nesse meio tempo compôs o seguinte poema:

Abdicação

Toma-me, ó Noite Eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho ...Eu sou um Rei
Que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.

Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mãos viris e calmas entreguei,
E meu ceptro e coroa - eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços.

Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas dum tinir tão fútil -
Deixei-as pela fria escadaria.

Despi a Realeza, corpo e alma,
E regressei à Noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.

sexta-feira, 22 de abril de 2011


Assim está a Praia Grande, hoje, no litoral sul de São Paulo. E o povo adora!!! Passa 4 horas na estrada numa viagem que duraria 1 hora normalmente, e nem acha ruim. Eu não consigo entender, sinceramente, mas respeito o gosto de cada um. Eles também detestariam minha escolha. Cada vez mais quero paz e pouco barulho!