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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

DISSOLVENDO O SOFRIMENTO DO PASSADO


O Poder do Agora



Lendo e adorando esse livro - O Poder do Agora, de Eckhart Tolle.


Apenas um pequeno trecho, do capítulo com o título em ref. que muito me tocou, pois acabei de passar por um sofrimento desnecessário, apenas por não ter percebido como a coisa funciona...


Enquanto não somos capazes de acessar o poder do Agora, vamos acumulando resíduos de sofrimento emocional. Esses resíduos se misturam ao sofrimento do passado e se alojam em nossa mente e em nosso corpo. Isso inclui o sofrimento vivido em nossa infância, causado pela falta de compreensão do mundo em que nascemos.

Todo esse sofrimento cria um campo de energia negativa que ocupa a mente e o corpo. Se olharmos para ele como uma entidade invisível com características próprias, estaremos chegando bem perto da verdade. É o sofrimento emocional o corpo. ....


e por aí vai. Em suma, esse livro chegou na hora certa. Estou me sentindo privilegiada por ter em mãos a sabedoria de quem generosamente compartilhou-a com quem quiser aprender como se libertar dos grilhões da mente. Não é tarefa fácil, estamos condicionados desde praticamente o nascimento a viver na dependência da mente muito mais tempo do que o necessário.

Mas eu chego lá, pois me recuso a sofrer por nada.


Comprei essa maravilhosa obra pela internet e paguei apenas R$9,80. Na livraria sai por R$19,80 :-)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A NECESSIDADE DE VOLTAR ÀS ORIGENS...






local onde será construído o Museu Pel

Hoje voltei à Santos, a cidade onde nasci. Morei lá durante 23 anos. Desde então voltei centenas de vezes a passeio.

Hoje no entanto, não foi um passeio qualquer. Vou falar da minha aventura: tomei café e saí de casa, com a finalidade de fazer um resgate. Sim, Santos já significou muito sofrimento, no meio de algumas alegrias. Cheguei a sentir uma relação de amor/ódio com a cidade. Agora estou em paz. Virei a página. Consigo ir lá sem sofrer. Mas não consegui evitar uma nostalgia que me invadiu a alma, desde o momento em que cheguei, com um roteiro a cumprir, mais ou menos pré estabelecido. Sim: passaria pela rua onde trabalhei durante alguns anos, primeiro numa firma de traduções, depois num banco e ainda numa firma de pesca. Queria almoçar na Bolsa de Café (hoje fechada para descanso semanal) Andei pelo centro da cidade, senti que isso ainda é viável por lá, já que não há sinais tão evidentes de banditismo ou violência, a cidade se modernizando, o centro sendo todo restaurado, construções remodeladas para embelezar a região que ainda conserva casas com estilos muito ricamente construidas, do tempo dos barões do café. Vi sinais de vandalismo em algumas grades imponentes, onde se percebia que ladrões andaram cortando pedaços para negociarem, talvez em troca de drogas...Senti o cheiro do mar, mesmo no centro da cidade se consegue perceber o ar da maresia, gostoso de se respirar. O dia estava especialmente bonito e tive sorte!

Almocei num ótimo restaurante , onde comi uma meca grelhada com risoto de pupunha e farofa de banana, sensaciconal! Do restaurante, que fica de frente para o mar, avistei um navio cargueiro que fotografei e mostro a vocês.

Voltei cedo, ainda de dia, com a alma cheia de sentimentos misturados: tendo saído dessa cidade por motivos pessoais (não conseguiria superar a fase difícil que vivia na época sem ter abandonado a cidade) não consegui evitar a sensação de que eu traí meu berço, e agora, depois de tanto tempo, nesse retorno feito com o propósito de recordar, ficou um gosto de "tarde demais" . Tudo muda, e é triste sentir que a cidade não é mais a mesma (apesar de estar muito bonita) mas eu também já não sou a mesma e nem tão bonita quanto antes. Ambas envelhecemos, mudamos.

Só que as cidades são perpetradas pelos seus filhos que ali ficam e geram novas famílias que sempre cuidam para que se embeleze e remoce. Já os seres humanos não têm essa sorte...envelhecemos e nosso consolo é vermos em nossos filhos alguma coisa que ficou de nós !

Não adianta choro nem mágoa. Valeu a homenagem que fiz, valeu pisar naquele solo que me acolheu por 23 anos. Senti a conexão, apesar de tudo!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

CRER É NÃO SABER


"Procuro despir-me do que aprendi.

Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,

E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos.

Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,

Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,

Mas um animal humano que a Natureza produziu".

- ALBERTO CAEIRO/FERNANDO PESSOA -


"Isso que vês não existe: e para o que existe, não dispões de palavras"

"A menos que vejas, não acreditas: não podes te fiar no que te dizem" - KABIR -

domingo, 1 de junho de 2008

Pensamento



Se a consciência estiver envenenada, não se distingue liberdade de escravidão.





Pensamentos de Morya, do livro NOVA ERA COMUNIDADE, de Helena Roerich



quinta-feira, 22 de maio de 2008

De repente...



De repente me dou conta de que não há mais movimento em minha casa. Estou só e me assusta ouvir meus próprios passos. Só meus barulhos (como são previsíveis nossos próprios barulhos...). Se eu soubesse que ia chegar a esse ponto, teria me preparado melhor. Minha alma ainda sente falta dos inesperados sons e interações...estou total e absolutamente entregue às minhas próprias idéias. Por mais que saia em busca de outras pessoas, meu dia-a-dia é um dos mais solitários de que tive notícia.

Lembro-me que um dia, há muito tempo, nos momentos de grande dor junto a problemas familiares, cheguei a ansiar por ter minha vida, viver só, e agora que a tenho totalmente, não sei muitas vezes o que fazer com ela. Vivo em paz, está bem, mas essa paz de alguma forma me deixa frustrada. É como se a mim fosse dado um presente que um dia, sem refletir, pedi à vida. E ela me deu exatamente o que eu pedi, minha vida, sem perguntar como eu a queria enfeitar. Ela veio nua e crua, como um brinquedo de montar, onde se lê: siga as instruções.

Primeiro passo: esse brinquedo tem que ser montado apenas por uma pessoa. Se solicitar ajuda as peças não vão se encaixar nunca, porque seu brinquedo é esse, não é outro. E ponto final.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

uma outra dimensão

Como é bom, ao fazer certas reflexões, refazer nossa lista de prioridades e perceber que os valores mudaram e a vida já nao nos ameaça tanto...melhor ainda é dormir um sono cheio de sonhos, onde se viaja por ambientes diferentes, conhecendo pessoas e situações que nos fazem sentir que aí também a vida existe. Sabe-se lá o que nos limita...
Os sonhos são a porta aberta a outras dimensões que não devem ser desconsideradas.
É bom viver o dia e à noite, ao dormir, ver se abrirem as portas para outro nível de consciência
Os sonhos, ao menos para mim, são o prenúncio da morte, e esta, vista assim, não me amedronta jamais! Há quem não acredite em nada disso: morreu, acabou. Feliz de quem consegue sentir que há algo a transcender. A vida fica menos automática!

sábado, 10 de maio de 2008

decorando a casa


Um brinde aos amigos, com música de fundo.

Aos poucos vou enfeitando a casinha, aqui...

tin tin !!!