segunda-feira, 22 de junho de 2020
repaginada ou uma espécie de auto-análise
(estas flores fizeram parte de minha infância e depois mais tarde...)
Olhando fotos e escritos antigos, desde cartas à minha tia e avó, quando eu tinha 11 anos e outros quando já mais velha, aos 35 anos, quando escrevi a uma prima a respeito de meu pai que havia falecido há pouco,precisei criar distanciamento entre minha pessoa atual e quem eu era nessas duas épocas,para poder achar sublimes meus sentimentos, manifestados de maneira tão pura e isenta de um exame mais minucioso. Primeiro porque nas épocas em questão,o que eu sentia foi retrato fiel do que eu podia manifestar em relação às pessoas envolvidas.
Isso me fez refletir profundamente sobre os sentimentos que vamos tendo ao longo da vida e quando eles podem ser considerados um retrato fiel da nossa alma. Sabe quando??? SEMPRE!!!
Não posso me culpar por nada. Em cada momento fui absolutamente fiel ao meu sentimento. Respeito meu ser em todas as suas fases. Achei até nobre de minha parte ter tido tanto apreço por quem me magoou fundo. Isso apenas no caso de meu pai. Por minha prima que sempre foi bipolar e com quem não consegui continuar o relacionamento de altos e baixos que me faziam andar numa montanha russa de emoções que quase me deixaram doente, ainda tenho um antigo apreço por sua sensibilidade em direção ao meu sofrimento nos anos 70/80.
Hoje vejo tudo com uma nitidez maior e perdoo a mim mesma por tanta confusão de sentimentos.
Vou morrer me perdoando pois nada fiz com maldade e má intenção. Deixo às pessoas seus problemas. Não sou responsável por nenhum deles!!!! Não devo nada a ninguém.
sábado, 13 de junho de 2020
um dia que já começou difícil
Não adianta pegar todas as minhas roupas, doar algumas e jogar fora outras. Mesmo comprando novas, logo, logo, ficarão todas com a minha cara.
Abri o guarda-roupa agora e vi que todas as roupas me continham. Era como um espelho. Não posso fugir disso. Vou tentar um esquema para suavizar essa evidência que às vezes me aborrece.
Tiro tudo do armário, coloco no sol, passo um bom aromatizante de lavanda no interior, deixo as portas abertas e arrumo tudo novamente.
É isso o que vou fazer.
Com as minhas roupas.
E comigo.
E tocar em frente.....
quinta-feira, 11 de junho de 2020
CONVERSA DE VELHA
imagem da internet
Acredito que existe alguma forma de vida depois desta. Isso por vários fenômenos metafísicos que venho observando e que parecem acontecer fora da esfera física. Bem, caso eu esteja certa, só uma coisa me desagrada terrivelmente: encontrar (mesmo que em forma espiritual) pessoas que não queria ver nunca mais. Algumas poucas já se foram, outras ainda habitam o planeta.
Isso me fez lembrar do escritor Jorge Luis Borges. Disse ele uma vez que queria morrer completamente. Definitivamente.
Ainda não tenho essa certeza.😞
segunda-feira, 8 de junho de 2020
3 desejos para as próximas vidas
sexta-feira, 15 de maio de 2020
um mini-conto
(feito agora às pressas, de miolo de pão, desculpem o improviso)
A professora, vendo que a escola estava em estado precário, pediu aos alunos que guardassem o miolo do pão da merenda escolar para fazerem bichinhos pintados na aula de artes. O Joãozinho levantou a mão e falou: "fessora, posso começar amanhã? Hoje estou com muita fome!"
A professora, vendo que a escola estava em estado precário, pediu aos alunos que guardassem o miolo do pão da merenda escolar para fazerem bichinhos pintados na aula de artes. O Joãozinho levantou a mão e falou: "fessora, posso começar amanhã? Hoje estou com muita fome!"
domingo, 10 de maio de 2020
Homenagem a Portugal, à minha avó e à Minha Mãe
Estava conferindo meus contatos aqui no blog e vi que 90% são de Portugal. Minha alma é lusitana também, pois minha querida avòzinha era portuguesa de Viseu. Amo Portugal e a cultura desse povo. A vocês meu carinho especial no dia das mães, já que minha pátria mãe (avó é mãe duas vezes) é lusitana.
Estou ouvindo agora Uma Casa Portuguesa com Amália Rodrigues. Não sei anexar o link aqui no blog mas sintam-se homenageados. Eu cantava essa música com minha avó. Também a Canção do Mar que mexe com meu coração.
À minha querida mãe já fiz uma homenagem silenciosa com uma prece pelo Dia das Mães.
terça-feira, 5 de maio de 2020
desejo de quarentena
("perspective" by Maria Popova)
Gostaria de estar agora aos pés desta árvore gigante, perto de uma praia. Sei que é pedir quase o impossível!
Gostaria de estar agora aos pés desta árvore gigante, perto de uma praia. Sei que é pedir quase o impossível!
sexta-feira, 17 de abril de 2020
17 de abril
Hoje é o dia do seu aniversário, Liloca querida. Depois que você se foi (há 45 anos) minha vida perdeu força e colorido. Do coração foi arrancado um pedaço; hoje ele bate sem alegria. Não vou dizer muito aqui pois espero encontrá-la em breve e chorar de alegria num grande abraço,seja onde for.
Por isso acredito firmemente que vamos nos encontrar. Já estou pagando o ingresso adiantado para ter a felicidade de me juntar a você.
domingo, 12 de abril de 2020
ESCOLHA UMA DAS ALTERNATIVAS SE FOR CAPAZ
Em plena pandemia do coronavirus vejo que a súbita prisão a que fomos condenados está gerando uma enorme quantidade de depressivos e paniquetes. Cada um procura em si algum meio de sobreviver a esse novo normal. Mas aí veio-me à cabeça uma questão: na hipótese de ao invés dessa prisão domiciliar devido ao coronavirus fôssemos forçados a ficar sem o celular por, digamos, uns 4 meses, pois este estaria emitindo radiações pela telinha que nos levariam à cegueira total, será que não estaríamos tão ou mais afetados ainda? Teríamos a liberdade de sair para onde bem entendêssemos, passear em praças e jardins, lotar restaurantes, trabalhar normalmente mas tudo isso sem o tabletinho que já faz parte de nosso corpo e alma.
sexta-feira, 3 de abril de 2020
IT TAKES TWO TO TANGO
Enquanto procuro me distrair dentro de casa nesses tempos difíceis veio-me ao pensamento, enquanto ouço um site de músicas do meu agrado, que nunca tive happy hours. Essas horas são aquelas que as pessoas reservavam para depois do trabalho. Geralmente iam em grupos pequenos ou mesmo em casais para fechar o dia com algum lazer.
Nessa época eu era responsável por dois filhos (o que ainda sou) e corria para casa depois de 8 horas de trabalho aturando ordens e procurando não focalizar a atenção nos machistas da época. Era infernal o quanto os homens (e até mulheres)se utilizavam da mão de obra feminina, que era boa e barata. Era às mulheres que cabiam as tarefas mais desagradáveis. Eu até que não podia me queixar pois como secretária da presidência de multinacionais minhas atribuições estavam dentro das menos desagradáveis de uma empresa. Ao lidar com o Inglês sempre senti mais prazer que dor nas tarefas que executei. Mas como toda mulher dos anos 60 ainda era muito submissa aos padrões da época e minha revolta ficava sempre no nivel subliminar. Já vinha de longe esse estado de coisas, desde a infância, quando um pai déspota me aterrorizava os dias. Enfim, cresci medrosa, porém muito revoltada, pois lúcida do que se passava, tinha energia apenas para uma revolta interior. O medo me paralizava.
Hoje sinto falta das transgressões que não cometi.
Sinto falta das happy hours que não frequentei.
Agora fica só a dor dentro do peito a cada vez que recordo minha falta de coragem.
Enfim, faltou energia para desafiar. Faltou talvez alguém para juntar forças às poucas que tinha na época e dar um salto para o futuro.
domingo, 23 de fevereiro de 2020
Como Somerset Maugham me ajudou
Estou lendo uma obra de Somerset Maugham (um de meus escritores prediletos). Foi um achado o que descobri em seu livro entitulado Summing Up. Diz ele a uma certa altura que estranhava, em sua juventude, encontrar rapazes que pareciam muito mais capazes que ele, verdadeiros gênios! Isso fez com que se dedicasse cada vez mais à leitura, a ver se descobria o segredo de escrever bem. Mais tarde constatou que na juventude é muito comum encontrar jovens que aprendem com facilidade qualquer tipo de coisa: música, estilos de escrever, idiomas, etc. E parou de se comparar aos outros quando percebeu que na idade madura alguns desses rapazes produziram obras consideradas medíocres tanto no gênero literário, como musical ou teatral.
Daí eu constatar que no meu caso não é diferente: o que eu podia oferecer de melhor em todos os aspectos já ficou para trás, no período da minha juventude. Para dar um exemplo, basta dar uma olhada no meu blog. Quando comecei a escrever, lá por 2007, tinha muitos seguidores. Hoje apenas uns 9 ou 10, quando muito, me visitam. Não me queixo. Agradeço por ter percebido que eu faço parte da regra geral, pois não tenho talento para escritora. O máximo que pude oferecer nos meus textos já ficou para trás.
Hoje escrevo mais para conversar comigo mesma e evitar que o cérebro congele!
domingo, 16 de fevereiro de 2020
ESSA FOTO ME COMOVEU.
(do blog bitsandpieces.us)
O olhar desse cachorro diz mais que um olhar humanot
Entro no blog do accuradio.com e clico no "beautiful music". Recomendo para os que estão na faixa dos 70 anos. As músicas são todas as que ouvia e dançava na juventude. Quero agradecer aos céus por ter nascido nos anos 40. Todas as emoções que eu senti e ainda sinto ao ouvir a música instrumental dessa época não troco por nenhuma outra. Sou fã das orquestras que embalaram as festinhas que frequentei e que já não existem mais. Havia um aconchego e uma cumplicidade muito próprios desse tempo e lamento se a sensação que tínhamos não puder mais ser replicada nos dias atuais. Acredito mesmo que não. Devem ser outras as emoções. Quem vai sentir o que eu sentia comparando ao barulho agressivo e ensurdecedor das baladas de hoje? Aliás balada era nome de um ritmo e não de um salão de doidos que só conseguem curtir as coisas sob efeito de drogas!? Nossas drogas eram todas fabricadas dentro de nós mesmos. Éramos felizes e sabíamos!!!
É, a velhice é para cada um curtir à sua moda! Vivo com o que gosto. Por isso tenho duas cachorrinhas que depois dos meus filhos, são as criaturas mais amadas por mim.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
1,99
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
ESTAMOS TODOS ENTRELAÇADOS
Um pouco de cultura e conhecimento é bom para não depender tanto dos outros na busca do bem estar consigo mesmo.
A bondade é necessária mas não é suficiente.
O conforto do corpo é importante mas o conforto da alma é essencial para atravessarmos a caminhada por este mundo.
Quanto mais lemos os grandes escritores mais ficamos contaminados com uma espécie de bactéria do bem que nos fortalece nos momentos de enfrentar nosso existencial.
Penso nisso enquanto leio um texto sobre a obra de Fernando Pessoa , quem considero minha alma gêmea.
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