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segunda-feira, 21 de março de 2016

a cestinha de pão e o conto zen

Ontem olhei mais uma vez para minha cesta de pão, de madeira, feita à mão com serrinha manual,  por meu falecido avô paterno, a qual venho usando desde o falecimento de minha tia (filha de meu avô). Acontece que estava frágil, os encaixes precisando de um reforço e eu achando que dava pra usar mais um pouco. Até que me lembrei do conto zen (abaixo) e decidi picá-la em pedaços e jogar no lixo reciclável. Fiz isso porque a caixinha de pão virou um problema. (tinha 72 anos)


Conto Zen: Apego

04/03/2011 por Aoi Kuwan
Um dia morreu o guardião de um mosteiro Zen. Para decidir quem seria a nova sentinela, o mestre convocou os discípulos e disse:
– O primeiro que conseguir resolver o problema que eu vou apresentar assumirá o posto.
Então, numa mesa que estava no centro da sala, colocou um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza. E disse apenas:
 – Aqui está o problema!
Todos ficaram a olhar para a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? De repente, um dos discípulos saca da espada, olha para o mestre, dirige-se para o centro da sala e… Zazzz! Com um só golpe destruiu tudo.
– Você é o novo guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.
Autor Desconhecido

2 comentários:

Carmem Grinheiro disse...

Olá, Sonia.

O "desapego" faz todo o sentido e, na vida prática, mostra-se de grande utilidade, mas a verdade é que há coisas das quais custa sempre mais um pouquinho a gente se desapegar.

bj amg

sonia disse...

Olá Carmen,

visitei seu blog e gostei muito. Voltarei com mais tempo, pois mudo de endereço amanhã e estou na correria aqui.

Acho que você é de Portugal, acertei? O sobrenome me pareceu português. O meu não fica atrás (ferreira da silva) :)

Abraço,
Sônia