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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

CONSULTA AOS MESTRES




http://pedemeias.blogspot.com.br/
Preciso consultar meus orientadores espirituais para que me indiquem uma forma de viver na qual eu consiga ficar à parte dessa mediocridade que vejo no mundo que me rodeia.
Não posso mudar algumas coisas, como: o lugar onde nasci e vivo, pois é aqui que teci a malha de minha vida, onde está a minúscula família a que tive direito. Mas posso alterar meus pontos de frequência. Difícil encontrar algo de boa qualidade na cidade onde moro, mas acredito que as possibilidades são grandes para o campo invisível, a fonte de onde partem as soluções para as situações mais embaralhadas e aparentemente sem solução.
Tenho tolerado com ânimo forte uma série de coisas que há alguns anos não toleraria. Hoje penso que ficar inventando formas de me afastar daquilo que me perturba é como ficar dando voltas no próprio rabo. Não resulta em nada mais que um intenso estresse.
Tenho dois motivos importantíssimos para não esmorecer: meus dois filhos! A eles sou capaz de oferecer o que de melhor posso e tenho e renunciar às aparentes maneiras de se viver uma vida mais distante das mazelas de uma cidade onde o que tem sucesso é tudo o que derive de um nivel de vida ao qual eu não me acostumarei nunca. Isso está no meu DNA. Minha mãe tinha o mesmo problema. Chamem de depressão ou como queiram (não tomo e nunca me anestesiarei com anti-depressivos), eu tenho um entusiasmo pela vida que só não é maior porque é vivido sozinho. Sou responsável por tudo o que diz respeito à minha vida particular, pago minhas contas, faço as compras, arrumo e limpo o ambiente em que vivo, estou sempre em busca de melhorar aspectos da vida que podem ser melhorados (tanto no campo material como metafísico) e posso dizer que faço minha parte com maestria (até os remédios são tomados nas horas devidas, sem esquecimento).
Meu defeito é não ter conseguido apertar a tecla "f..."  Sinto o efeito perverso de quem me rodeia, às vezes pessoas a quem nunca tratei mal querendo me prejudicar. Procuro me dessensibilizar no trato com os humanos, já que não posso prever quando e com que força virá a próxima patada.
Tenho casos para contar que encheriam um livro, apenas de pessoas que ferem por ferir...nem vou procurar descobrir qual a intenção delas.
Hoje estou me sentindo como muitas vezes meus irmãos de alma ( Pessoa, Kafka e Clarice): uma certeza da inadequação a este mundo.

Mas isso passa, afinal não sou um ET, preciso aprender a viver feliz aqui, que é onde me colocaram.

2 comentários:

Helena disse...

Quem usa o pensamento e a sensibilidade já teve, seguramente, momentos assim.
Amanhã é mesmo outro dia.

sonia disse...

Helena, estou fazendo uma faxina espiritual. Tudo o que fica me incomodando um dou um jeito de acertar. Mas eu pago o preço! Ontem foi ventilada uma questão com uma amiga que causou um reboliço...