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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Esperando a química mudar...


Posso dizer por mim e mesmo assim é difícil explicar. Às vezes sinto que há algo meio pesado dentro da minha alma (ou cabeça) que me impede de fluir como gostaria. Não é propriamente uma tristeza, um abatimento, é mais uma interferência que não sei localizar. Algo sutil, não chega a tomar corpo. Apenas mexe na velocidade, na fluidez da energia. O que fazer nesse momento?


Tomar consciência disso e não fazer nada. Mas talvez um recado insidioso já comece a tomar rumo para modificar tudo. E sem motivo aparente ou qualquer coisa que chegue de fora para dentro, a química muda! Não aconteceu nada de palpável, mas a química mudou.

Fiquei aqui matutando: se metade dos suicidas apenas esperassem que a química mudasse, teriam desistido da idéia de acabar com a vida. Não é que ela se torne cor de rosa com bolinhas azuis. É que ela fica mais leve, de repente. E nessa leveza chega uma nova disposição de tocar o barco. Então coloquei aqui a foto de um barquinho, para ilustrar o recomeço.











2 comentários:

ze alberto disse...

Creio ter captado o sentido da mensagem que subjaz nas suas palavras, Sónia...deixar o tempo, esse escultor, fazer o seu trabalho. Colocarmo-nos na palma da mão da natureza, descentralizando-nos do centro do mundo, esse é um processo de tão elevado engrandecimento pessoal.

sonia disse...

Olá Zé Alberto, obrigada pela visita e comentário.